O Sindicato, juntamente com a Contraf-CUT, o Sindicato dos Bancários de Campos de Goytacazes e a Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo, esteve na sede do Mercantil nesta segunda-feira, 30 de maio, para cobrar explicações do banco sobre o fechamento de agências. Os representantes da categoria exigiram respeito do banco a seus funcionários e clientes após o anúncio do encerramento das atividades de quatro unidades de trabalho: uma na cidade de Campos dos Goytacases, no Rio de Janeiro, uma em Cascavel, no Paraná, uma em Mineiros, no estado de Goiás, e outra em Itumbiara, também em Goiás.

Junto ao anúncio do fechamento das unidades, programado para ocorrer no mês de junho de 2016, o Mercantil demitiu arbitrariamente dezenas de bancários e bancárias, alguns inclusive com estabilidade provisória. O fechamento também frustrou milhares de clientes do banco nas localidades afetadas, que terão que procurar outras instituições financeiras.

Os sindicatos e a Contraf-CUT repudiaram a forma truculenta utilizada pelo Mercantil para o fechamento das unidades e exigiram que fossem respeitados todos os casos de estabilidade provisória de emprego, como os casos de bancários lesionados e afastados por doenças. Os representantes dos bancários também cobraram que os trabalhadores das agências fechadas tenham algum tipo de compensação, seja em forma de majoração financeira nos acertos rescisórios ou na ampliação no tempo de cobertura dos planos de saúde dos funcionários e dependentes legalmente cadastrados.

O Mercantil garantiu que todos os casos de estabilidade provisória juridicamente legais serão respeitados e que as demais reivindicações serão levadas ao comitê de Diretoria para estudo de viabilidade.

Os sindicatos exigiram ainda o fim do processo de demissões imotivadas que está em curso no Mercantil, principalmente na matriz do banco, além de cobrar mais valorização e respeito para com trabalhadoras e trabalhadores bancários.

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