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O Sindicato e o Conselho de Representantes dos Funcionários do BDMG (Corep) se reuniram, no dia 18 de agosto, com o presidente do BDMG, Marco Aurélio Crocco, e com a gerente geral de Gestão de Pessoas, Maria Isabel de Camargos, para debater o novo Plano de Cargos e Salários (PCS).

Os trabalhadores haviam cobrado a reunião em plenária realizada no dia 4 de agosto, na qual foram discutidos os problemas encontrados no Plano e os pontos a ser negociados com o banco. O PCS está sendo elaborado pelo BDMG com consultoria da Fundação Instituto de Administração (FIA).

Na reunião, Marco Aurélio Crocco contrapôs questionamentos levantados pelos bancários, que foram enviados ao banco através de e-mail no dia 11 de agosto.

Confira, abaixo, os pontos abordados na reunião:

Reenquadramento dos detentores de cargos comissionados que serão extintos pela implantação do novo plano de carreira: foi o ponto mais discutido e também mais polêmico. O presidente do BDMG fez questão de ressaltar que esta é uma decisão de gestão, prerrogativa da diretoria executiva, e não se refere à carreira proposta pelo novo plano, afirmando que o reenquadramento proposto vai ser mantido.

Correção de distorções históricas e tempo de serviço como fator para evolução na carreira: o presidente do BDMG alegou que estes pontos não fazem parte das premissas do novo plano, definidas e comunicadas desde o início dos trabalhos. Segundo Marco Aurélio Crocco, este não é o propósito do PCS.

Data de implantação do PCS: o banco informou que há indefinição em relação à implantação do novo plano no dia 1º de setembro. Segundo Marco Aurélio, há muitas discussões sendo realizadas no âmbito da Diretoria Executiva que envolvem inclusive uma reestruturação organizacional, também reivindicada pelos funcionários, dado que praticamente 1/3 dos colaboradores ocupam cargos em comissão.

Extinção de cargos comissionados: em relação à quantidade de cargos comissionados que serão extintos, o banco informou que o número ainda está sendo discutido pela Diretoria Executiva e será informado em breve.

Acesso à documentação: quanto à solicitação de acesso a toda a documentação utilizada pela consultoria para elaborar o plano, o presidente do BDMG afirmou que as informações a respeito do assunto foram disponibilizadas na intranet e que muitos documentos (cerca de 80%) estão com baixíssimo volume de acesso ou mesmo nenhum acesso.

Homologação do plano junto ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): o banco afirmou que a homologação não foi considerada para o momento, já que o plano precisa ser implantado para que se possa avaliar seu funcionamento e fazer ajustes necessários à medida que os ciclos evoluírem. Segundo o presidente do BDMG, a homologação retiraria a flexibilidade para estes ajustes, que são uma situação muito comum em qualquer implantação dessa natureza. Portanto, de acordo com o BDMG, a homologação junto ao MTE não ocorrerá num primeiro momento, podendo ser avaliada novamente no futuro.

– Redução de gastos: o presidente do BDMG afirmou, ainda, que a implantação do novo plano, com a extinção de cargos comissionados e revisão da estrutura organizacional, promoverão a redução dos gastos com a folha de pagamento.

O Sindicato e o Corep irão agendar, em breve, uma nova plenária de funcionários para discutir as próximas ações a ser tomadas.

 

 

 

 

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