No dia 4 de agosto, o Sindicato e o Conselho de Representantes dos Funcionários do BDMG (Corep) realizaram uma plenária com funcionárias e funcionários na sede do banco em Belo Horizonte. Na pauta, estava a discussão sobre o Plano de Cargos e Salários (PCS) que está sendo elaborado pelo BDMG juntamente com a empresa de consultoria Fundação Instituto de Administração – FIA.

Durante a plenária, os bancários discutiram os pontos a serem negociados com a diretoria do banco e levantaram questionamentos em relação ao PCS. Os trabalhadores destacaram que é fundamental conhecer os detalhes e documentos que embasaram o plano proposto pelo banco. Foi deliberado, ainda, que os representantes dos trabalhadores procurariam a presidência do banco para agendar reunião sobre o tema.

No mesmo dia, o Sindicato e o Corep se reuniram com a gerente geral de Recursos Humanos do BDMG, Maria Isabel de Camargos, e dois funcionários da empresa de consultoria que participa da elaboração do PCS. Na ocasião, os trabalhadores repassaram os pontos discutidos com os funcionários e cobraram que fosse agendada a reunião com a presidência.

Dentre as contradições apontadas pelos funcionários, durante a plenária, estão:

  • A expectativa dos trabalhadores de correção de distorções históricas não será suprida, uma vez que a migração para o novo plano será realizada com base, unicamente, no nível salarial atual de cada funcionário sem cargo comissionado.
  • O plano não prevê ascensão por tempo de banco, apenas por mérito. Entretanto, está previsto reenquadramento para praticamente todos os ocupantes de cargos comissionados, que muitas vezes levará em consideração o tempo de exercício do cargo, o que representa enorme incoerência do PCS.
  • Este reenquadramento dos detentores de cargos comissionados provocará um aumento salarial de efeito vitalício, sendo que tal regra somente irá valer para os atuais ocupantes de cargos comissionados, que já foram contemplados com benefícios diferenciados nos últimos anos.
  • O BDMG não irá homologar o PCS junto ao MTE, fato considerado como inaceitável pela maioria dos funcionários.
  • Uma sonhada reestruturação geral não será praticada, sendo que a redução de cargos possivelmente não irá produzir um nível de subordinação superior a 2,0. Ou seja, cada cargo comissionado continuará tendo, na média, menos de 2 subordinados.
  • Inúmeros passivos trabalhistas permanecerão sem solução e algumas decisões propostas pelo novo PCS ensejarão a possibilidade de novos passivos, como é o caso da criação do cargo de Auxiliar.
  • A formação acadêmica, bem como experiências profissionais externas trazidas pelos funcionários de atuações profissionais anteriores, continuarão sem qualquer valorização ou consideração pelo novo PCS.
  • Um desastroso programa de mobilidade interna foi realizado de forma paralela à construção do PCS, gerando inúmeros atritos internos, sendo que os colegas mais insatisfeitos e “perseguidos” não tiveram suas solicitações atendidas e continuarão subordinados aos mesmos gestores que há tempos os avaliam de forma insatisfatória.
  • Outros pontos relevantes foram levantados, mas muitas vezes já contemplados pelos tópicos acima apresentados. Duas importantes decisões foram aprovadas na plenária: não permitir a implementação do PCS no dia 1º de setembro, conforme planejado pelo banco, e a cobrança pelo acesso a toda a documentação da consultoria para análise e verificação das incoerências e injustiças que irão ocorrer com a implantação do PCS.

O Sindicato e o Corep aguardam o agendamento de reunião com toda a diretoria do banco para que o assunto possa ser debatido.

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