Foto: Alessandro Carvalho

 

Após a aprovação do regimento interno da 20ª Conferência Estadual dos Bancários de Minas Gerais, a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, e a presidenta da Fetrafi-MG/CUT, Magaly Fagundes, apresentaram aos participantes resultados da Consulta realizada com bancários de Belo Horizonte e do interior do estado.

Sem caráter estatístico, a Consulta Nacional visa analisar as demandas da categoria para a Campanha Nacional 2018. Ela é realizada em todo o país e os resultados finais serão apresentados na Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada entre 8 e 10 de junho em São Paulo.

As prioridades apontadas pela categoria para a Campanha Nacional deste ano, tanto em BH quanto nas cidades do interior em que foi realizada a Consulta, foram o aumento real, a manutenção de direitos e impedir as terceirizações – o que mostra o temor trazido pela reforma trabalhista.

Foto: Alessandro Carvalho

Em Belo Horizonte e no interior, 93% dos respondentes se declararam contrários ao Projeto de Lei do Senado 203/2017, que autoriza a abertura de agências bancárias aos sábados.

Já em relação à reforma trabalhista, 82% dos bancários de BH e região e 76% do interior afirmaram que a mudança foi péssima para o trabalhador. A desaprovação à nova lei se refletiu também na rejeição da categoria aos parlamentares que votaram a favor da reforma. Dos respondentes, 87% em Belo Horizonte e região e 83% no interior afirmaram que não votariam nestes deputados e senadores.

Sobre a Campanha Nacional, as principais formas de participação apontadas por bancárias e bancários foram a adesão à greve, a participação em assembleias e a disposição a conversar com colegas de trabalho, familiares e amigos sobre a importância da mobilização.

Outro importante foco da Campanha 2018 é o fim da ultratividade, determinado pela reforma trabalhista. Isto significa que, se não for assinada uma nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) até o dia 31 de agosto, todos os direitos já conquistados pela categoria perderão valor. Na Consulta, 52% dos respondentes de BH e região e 55% do interior afirmaram que ainda não sabiam sobre esta ameaça.

Grande maioria dos bancários e bancárias – chegando a mais de três quartos dos respondentes em BH e no interior – consideraram ainda como muito importante eleger candidatos comprometidos com a pauta dos trabalhadores, combater o desmonte e a privatização dos bancos públicos e combater a terceirização irrestrita.

 

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