Nesta quinta-feira, 2, o Sindicato participou, juntamente com a Fetrafi-MG/CUT, de reunião do Coletivo de Financiários em preparação para a primeira negociação da Campanha Salarial 2020. No encontro, os trabalhadores debateram sobre a atual conjuntura e as reivindicações que serão apresentadas à Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) nesta sexta-feira, 3 de julho, a partir das 10h.

Os financiários de Minas Gerais foram representados, na reunião, por Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato, e Carolina Gramiscelli, diretora da Fetrafi-MG/CUT.

A categoria reivindica a renovação da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) pelo período de dois anos, com validade entre 1º de junho de 2020 a 31 de maio de 2022. Da mesma forma, a assinatura de termo de compromisso para prorrogação das cláusulas econômicas até o mês de setembro de 2020, com a discussão futura sobre a aplicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sobre os valores da CCT vigente, retroativa a 1º de junho de 2020.

Isto corresponderá à reposição da inflação acumulada, no período compreendido entre 1º de junho de 2019 a 31 de maio de 2020, além de aumento real para igual período e o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para os exercícios de 2020 e de 2021.

Pontos da pauta

Um dos pontos mais atuais da pauta de reivindicações é a concessão, gratuitamente, da vacina contra a gripe H1N1 aos empregados e seus dependentes, ou ainda o reembolso das despesas com a vacinação nos exercícios de 2020 e 2021.

Da mesma forma, os trabalhadores cobram o debate para a criação de um instrumento aditivo à CCT dos Financiários que trate da pandemia do novo coronavírus, a fim de minimizar os efeitos sobre a categoria.

As demandas dos trabalhadores incluem, ainda, um período maior de assistência médica e hospitalar aos empregados despedidos, assim como o debate sobre o combate à violência contra a mulher, com a criação de um protocolo, nos moldes do que foi firmado entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e a inclusão de um aditivo à CCT dos Financiários.

Para Carolina Gramiscelli, mesmo em uma conjuntura adversa e desfavorável, é preciso reforçar o foco na manutenção dos empregos, durante e pós pandemia, para trazer tranquilidade para os financiarios. “Nosso objetivo é que as financeiras entendam a importância da preservação dos empregos dos trabalhadores, pais e mães de família, sem abrir mão dos direitos duramente conquistados ao longo dos anos”, afirmou.

Marco Aurélio Alves destacou que financiárias e financiários não podem arrefecer na luta, mesmo diante do cenário preocupante de crise mundial causada pela Covid-19. “O movimento sindical e os trabalhadores se mantêm mobilizados e preparados para enfrentar as discussões com os patrões. Não aceitaremos subterfúgios para a retirada de direitos e vamos lutar pela manutenção dos empregados e pela dignidade dos funcionários das financeiras”, concluiu.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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