O Sindicato dos Bancários de BH e Região encaminhou, no último dia 14 de agosto, cartas aos senadores e deputados federais, em que deixa clara a sua total discordância com a Medida Provisória 995/2020 e alerta sobre os danos irreparáveis que a MP trará ao país, caso não seja revogada. Editada pelo governo Bolsonaro e encaminhada ao Senado, em 7 de agosto, a MP permite a criação de subsidiárias da Caixa Econômica Federal e, a partir delas, criar outras com objetivo de privatização.

Nas duas cartas, o Sindicato solicita o apoio dos senadores e deputados federais contra a MP 995. Ressalta também a importância da Caixa como maior operadora das políticas públicas dirigidas à população brasileira, principalmente a parcela de menor renda. Denuncia que a Caixa tem sido duramente atacada pelo governo federal justamente quando se mostra imprescindível para o país e para o Estado. “Ao contrário do que dizem o governo federal e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a privatização atinge diretamente o coração e a razão de existir do banco público, pois a medida alcança “os objetos sociais” das subsidiárias da Caixa”, destacam os textos.

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O Sindicato denuncia ainda que a MP não vem para tornar a Caixa mais eficiente. Ao contrário, o que ela faz é abrir o caminho para que a Caixa seja “fatiada”, fique menor e perca espaço no mercado. Para o Sindicato, vender operações lucrativas do banco vai comprometer a ação principal da Caixa, que é o seu papel social na área de habitação, crédito imobiliário, saneamento e tantas atividades que fazem da Caixa um banco público operador das principais políticas sociais do País, como o Programa Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, para citar apenas alguns.

“A iniciativa enfraquece o banco e o desenvolvimento regional por ele induzido porque pretende privatizar justamente as áreas mais rentáveis da Caixa, que contribuem significativamente para a capilaridade do banco e seu efetivo papel social, seja no benefício aos mais carentes ou no financiamento da infraestrutura”, denuncia. O Sindicato questiona ainda até que ponto a Caixa será um banco público que seja capaz de cumprir seu papel social, se ela será desmembrada, fatiada, despida dos meios que dão capacidade financeira ao banco. E ao se submeter a ação do banco ao mercado e à lógica do lucro,s e haverá interesse em financiar estes programas sociais.

O presidente do Sindicato, Ramon Peres, destaca a importância de somar esforços na atuação para impedir a aprovação dessa MP no Congresso Nacional. “A intenção é nos mobilizarmos como entidade representativa dos bancários e somar forças com os mais diversos segmentos sociais para que o maior número de pessoas possível pressione a sociedade nas redes sociais e estimule a atuação em defesa da Caixa. Portanto, solicitamos esforços para que a Caixa permaneça 100% pública para o bem do povo brasileiro e para o desenvolvimento do país”, finaliza.

 

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