Apesar das cobranças do Sindicato exigindo o fim da atitude truculenta dos diretores regionais do Bradesco que vêm realizando demissões imotivadas de bancários vítimas de assaltos ou que tiveram suas famílias sequestradas, o banco continua com essa prática perversa.

 

As últimas vítimas foram três funcionários da agência Floresta assaltada em abril que foram demitidos sem que o Bradesco apresentasse qualquer justificativa convincente. Segundo o funcionário do banco e diretor do Sindicato, Leonardo Marques, apesar dos protestos do Sindicato, esta é uma prática que vem se tornando comum do Bradesco. “O Bradesco só pensa em explorar seus funcionários. Após um assalto, o banco que teria a obrigação de dar todo o suporte para os bancários, como a assistência médica psicológica, psiquiátrica, a emissão do Comunicado de Acidente de Trabalho – CAT, fechamento da agência assaltada, dentre outros não faz nada disso. Pelo contrário, insiste em manter a agência aberta e funcionando de forma normal, se nega em abrir a CAT, e só aceita em cumprir tais determinações após a intervenção do Sindicato”, denuncia.

 

O Sindicato tem denunciado a grande vulnerabilidade das agências do banco em relação à segurança, principalmente nas unidades recém-inauguradas que não possuem portas com detector de metais, biombos e circuito fechado de TV colocando em risco a vida de seus funcionários, clientes e usuários. “É o caso das agências posto da prefeitura de Ribeirão das Neves, Sarzedo e Raposos, que não possuem porta giratória com detector de metais e vidros à prova de balas, câmeras de filmagem (CFTV) e nem o número mínimo de vigilantes. Os locais são insalubres, pois não possuem ar condicionado”, frisa Leonardo.

 

Segundo o diretor do Sindicato, o número de funcionários dessas agências são insuficientes, e mesmo com todos esses problemas, sofrem ainda mais com a exigência do cumprimento de metas impossível de se alcançar. “O Sindicato exige do Bradesco o fim da falta de segurança nas agência e dos procedimentos incorretos do banco em relação aos casos de assaltos . Exige também que o banco pare de demitir funcionários vítimas de violência, como as que aconteceram na agência Floresta, em Belo Horizonte”, concluiu.

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