Foto: Arquivo Sindicato

O Sindicato, representado pelos seus diretores e funcionários do Itaú, Ramon Peres e Kennedy Santos e pelo diretor jurídico, Fernando Neiva, reuniu-se no dia 12 de julho com representantes do Itaú Relações Sindicais MG/NE, Luís Cláudio Padilha e Lúcia Carneiro, para exigir o fim das demissões em massa.

O Sindicato já havia participado de reunião com os representantes de Relações do Trabalho, em São Paulo, no dia 22 de junho, quando  o Itaú garantiu que não iria mais demitir em massa e que suspenderiam as novas contratações, além de reabrir o Centro de Realocação (POC).

Apesar da promessa, as demissões continuaram e o Sindicato foi obrigado a suspender temporariamente 15 homologações para exigir do banco mais responsabilidade com seus empregados e o cumprimento da palavra empenhada pelos representantes do Itaú em São Paulo.

Durante a reunião do dia 12 de julho, os representantes do Itaú em Belo Horizonte registraram o novo total de 33 desligamentos ocorridos na base do Sindicato de BH a partir do dia 31 de maio e que estão pendentes de homologação.

Os representantes do Sindicato ainda questionaram o fato de que se o Centro de Realocações (POC) foi aberto, por que não está sendo utilizado para realocar os funcionários e lembrou que os Superintendentes da região ignoraram o POC durante a fusão do Itaú com o Unibanco e que desta vez não aceitarão que volte a ocorrer este descaso. Principalmente para áreas como as da rua Albita, que estão sendo extintas e que o banco tem que disponibilizar alternativas de realocação para todos os funcionários lotados naquela unidade.

Para o diretor do Sindicato e funcionário do Itaú, Ramon Peres, a direção de RH tem que interferir na região e cobrar do Superintendente “Gamaliel”, a obrigatoriedade de registrar as oportunidades e vagas no POC. “Não dá para o “Gamaliel” ignorar novamente o Centro de Realocação e não oferecer alternativas para os funcionários que trabalharam anos, alimentando os lucros recordes do Itaú sem nenhum reconhecimento. Esses trabalhadores não podem ser demitidos ou transferidos para longe de suas residências como forma de forçá-los a pedir demissão”, afirma.

Horário de atendimento diferenciado nas agências de Shoppings

Os representantes dos bancários questionaram a atitude unilateral do Itaú de abrir as agências dentro de shoppings em Betim e em Belo Horizonte com horário diferenciado de 12 às 20 horas sem sequer oficializar qualquer tentativa de diálogo com o Sindicato.

O diretor jurídico do Sindicato, Fernando Neiva, afirmou que é inaceitável o Itaú ignorar a legislação que prevê o atendimento ao público de 10 às 16 horas. “O Sindicato não aceita que os empregados sejam obrigados a trabalhar fora do horário previsto pelas normas estabelecidas pelo Banco Central e vai fiscalizar a extrapolação de horas extras, além dos riscos por trabalharem em agências até as 20 horas”. Sobre as demissões, afirmou ainda que “se o Itaú voltar a demitir em massa, as medidas serão mais fortes que a suspensão das homologações. A política de RH do Itaú está totalmente na contramão, já que o banco apesar de lucrar exageradamente, demite os principais responsáveis por esse lucro”, ressaltou.

Os representantes do Itaú afirmaram que o banco não vai mais demitir em massa e que farão contato com os gestores da região para levantar informações sobre os registros de vagas no POC e cobrar seu funcionamento, inclusive para os funcionários das unidades da Albita. Quanto ao novo horário de atendimento, de  12 às 20 horas  nas agências dos Shopping Betim e Shopping Del Rey, vigente desde o dia 29 de maio deste ano, irão consultar o jurídico do banco para responder.

O diretor do Sindicato e funcionário do Itaú, Kennedy Santos, ressalta que o banco terá uma nova oportunidade de cumprir a palavras. “Já não é de hoje que desconfiamos da palavra de banqueiro. Durante a fusão do Itaú com o Unibanco, os donos dos dois bancos foram à mídia e anunciaram que não haveria fechamento de agências nem demissão e o resultado foi o contrário. Desta vez, os representantes do Itaú voltaram a empenhar a palavra, afirmando que o banco não voltará a demitir em massa. Vamos ficar de olho no banco e se a palavra não for cumprida, tomaremos novas providências”, finalizou.

 

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