Após pressão da representação dos funcionários, o Banco Mercantil do Brasil respondeu ofício enviado do Sindicato cobrando providências sobre denúncias de assédio moral praticado pela Gerência Executiva de Atendimento e Suporte à Rede, contra diversos funcionários.

De acordo com as denúncias, os assédios praticados pela gerente variam desde gritarias com socos na mesa, palavras depreciativas e de baixo calão, cobrança exacerbadas de metas por telefone e whatsapp,  obrigar funcionários a fazerem favores pessoais, como compras de supermercado e idas a cartórios, até ameaças de demissão.  Como se não bastasse, os funcionários em home office são obrigados a registrar com fotos o início e fim do expediente.

Segundo o Mercantil, após ter sido cobrada em relação as suas atitudes, a Gerente de Rede se comprometeu a “se policiar e a cumprir” as diretrizes exigidas pelo banco. O Banco Mercantil do Brasil também ratificou sua adesão à cláusula 61ª da CCT dos bancários, aguardando apenas a formalização do processo junto à Fenaban.

“O que aconteceu na Gerência Executiva de Atendimento e Suporte à Rede do Mercantil do Brasil é gravíssimo. Assédio moral acompanhado de violência psicológica, constrangimento e humilhação de funcionários é inadmissível. O Sindicato continuará mobilizado contra essas práticas”, destacou Ramon Peres, presidente do Sindicato.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil do Brasil e coordenador nacional da comissão de Organização dos Empregados do Banco, as denúncias dos trabalhadores são fundamentais para a luta contra o assédio moral. “Cabe às organizações sindicais pedir explicações ao empregador e se necessário formular reclamação à Justiça do Trabalho. A denúncia é totalmente sigilosa e apenas o Sindicato terá acesso aos dados do denunciante e do denunciado. Essa é uma forma de preservar o ambiente de trabalho sem motivar ou intensificar perseguições e constrangimentos”

Já Vanderci Antônio da Silva, funcionário do Mercantil do Brasil e diretor do sindicato ressalta que o assédio moral deve ser eliminado. “O assédio moral interfere na vida do trabalhador de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à sua saúde física e mental, por isso, não admitiremos que essa prática ocorra no Mercantil do Brasil”, afirmou.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

Compartilhe: