Nesta segunda-feira, 30, o Sindicato esteve presente na agência 4875-BH do Itaú, no bairro Renascença, que foi arrombada nesta madrugada por bandidos que usaram explosivos para roubar os caixas eletrônicos.

Ao encontrar uma grande quantidade de vidros quebrados no local,  o Sindicato imediatamente exigiu que os funcionários presentes fossem transferidos para outras agências devido à falta de segurança e às condições precárias de trabalho. Cobrou também  que o banco garantisse o retorno dos trabalhadores somente após a reparação dos danos causados.

Os representantes dos bancários exigiram ainda que o banco interditasse os caixas eletrônicos e aumentasse o numero de vigilantes no local, já que provisoriamente aquela agência estaria funcionando com tapumes e a previsão da fabricação de novos vidros para substituição poderia demorar até 30 dias.

Para o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ramon Peres, o Sindicato representado pelo diretor Leonardo Fonseca, que participa do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Contraf-Cut,  tem cobrado das autoridades durante as reuniões da CCASP (Comissão Consultiva para Assuntos da Segurança Privada), que os bancos cumpram as exigências previstas nas leis, Federal 7102/83, Estadual 12.971/98, Municipal  10.269/11.

As leis exigem que além da instalação de portas giratórias de segurança com detectores de metais, cabines blindadas e alarme com comunicações diretas nas centrais de polícia, cobram  também que os bancos instalem vidros laminados resistentes a disparos de armas de fogo para reforçar a segurança dos funcionários, clientes e vigilantes das agências. “O Sindicato fechou a agência e exigiu o reparo imediato para garantir a segurança dos trabalhadores e clientes daquela agência. Não vamos permitir que os funcionários do Itaú sejam obrigados a trabalhar sem condições de trabalho e iremos acompanhar até que a agência ofereça segurança para ser reaberta” , ressaltou Ramon.

Já para  o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Kennedy Santos, o sistema de alarme pode ter falhado ou estaria desligado. “Tivemos a informação de que foi um vizinho que mora em frente à agência que acionou a polícia sobre a ocorrência. Vamos apurar se o sistema de alarme estava desligado. Já constatamos em outras agências que passaram por reforma,  que o alarme estava desligado, sendo que o banco teve que instalar imediatamente após denúncia do Sindicato. Não vamos permitir que as agências do Itaú funcionem sem alarme durante as reformas”, afirmou Kennedy.

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