20/03/2012

 

 

O Sindicato realiza nesta quarta-feira (21), de 9 às 12 horas, no quarteirão fechado da Praça Sete, em frente as agências do Santander e Itaú, um dia nacional de luta por mais segurança nos bancos, em todo país, envolvendo trabalhadores, clientes e população. Durante todo o dia haverá manifestações, audiências públicas e contatos com vereadores, prefeitos e deputados, buscando ampliar leis para prevenir assaltos e sequestros.

 

O objetivo das mobilização é alertar a sociedade para o descaso dos bancos em investir mais em segurança, apesar dos lucros gigantescos das instituições. Durante o dia de luta, os bancários de todo o país vão protestar contra a retirada de portas giratórias no Banco do Brasil, Itaú e Bradesco, o que é um absurdo porque isso fragiliza a segurança das agências e postos de atendimento, aumentando o risco para trabalhadores e clientes. Os trabalhadores exigem não só a manutenção das portas giratórias, mas a instalação em todos os estabelecimentos.

 

Instaladas no final dos anos 90, após muitas lutas dos bancários e aprovação de leis municipais, a experiência revela que as portas giratórias têm sido eficientes na redução dos assaltos. A estatística nacional da Febraban aponta que em 2000 houve 1.903 ocorrências. Em 2010, o número baixou para 369, uma queda de 80,16%. Já em 2011, quando alguns bancos retiraram portas giratórias, foram apurados 422 assaltos, um crescimento de 14,36%. O Sindicato ressalta a importância de garantir a instalação de portas giratórias, por meio da aprovação de leis municipais e estaduais e exige também que esse equipamento seja item obrigatório no projeto de lei de estatuto de segurança privada, que está sendo elaborado pelo Ministério da Justiça para atualizar a lei federal nº 7.102/83.

 

A mobilização visa também combater o crime da “saidinha de banco”, responsável por 32 das 49 mortes em assaltos envolvendo bancos em 2011 em todo país. O Sindicato dos Bancários de BH e Região reivindica privacidade nas operações de saques, através da instalação de biombos entre a fila de espera e os caixas e colocação de divisórias opacas e individualizadas entre os caixas eletrônicos. Exigem também mais investimento em segurança, já que os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 50,7 bilhões em 2011, enquanto gastaram apenas R$ 2,6 bilhões em despesas de segurança e vigilância, o que significa uma média de 5,2% em relação aos lucros. Está na hora de as instituições financeiras tratarem a segurança como investimento e não como custo. Afinal, a vida das pessoas vale mais que o lucro.

 

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