Fotos: Arquivo Sindicato

Está marcada para esta quinta-feira, 29, às 13h, na Secretaria Regional do Trabalho e Emprego  (SRTE-MG) uma reunião de mediação entre os representantes dos funcionários do Itaú e o banco para tratar da questão da agência de negócios. Há 30 dias, o Sindicato vem paralisando as atividades da agência 3161-BH-Cidade Administrativa do Itaú com o intuito de garantir que os funcionários não trabalhem em condições precárias de segurança.

O Itaú insiste em adotar, em todo o país, um novo modelo de agências que extingue os postos de trabalho dos caixas, a presença dos vigilantes e retira a porta giratória de segurança das agências. Com isso, os funcionários da área comercial ficam totalmente sem segurança, já que a porta da unidade fica aberta sem nenhum mecanismo que possibilite identificar se quem entra na agência está ou não portando arma.

O Sindicato já denunciou o banco à SRTE-MG, à Polícia Federal e ao Ministério Público do Trabalho. Mostrando seu total desrespeito aos trabalhadores, o Itaú já tentou impetrar ação de interdito proibitório para forçar a abertura da agência, mas o mesmo foi negado pela Justiça. Nesta mesma ação, o Sindicato entrou com petição pedindo a interdição da unidade de trabalho.

Apesar de o Itaú dizer que conseguiu aprovação de projeto de segurança e autorização da Polícia Federal para funcionar nestas condições, ele certamente deve ter omitido que no interior da agência ainda ficaram os caixas automáticos que guardam numerários de depósitos ou para saques. Diante disso, o procedimento de funcionamento fere os artigos 1º e 2º da lei federal 7.102/83, que obriga que as instituições financeiras tenham a presença de vigilantes para funcionar.

Outra informação apurada pelo Sindicato é que o Itaú manterá um funcionário para processar pagamentos de venda de produtos a clientes selecionados, o que também discrimina outros clientes e usuários. O banco, sendo uma concessão publica, é obrigado a atender a todos igualmente.

O Sindicato orienta que os clientes liguem para o SAC do Itaú e para o Banco Central e que exerçam seu direito de exigir respeito por parte do banco, que deixou de atender a população na agência de negócios mas continua cobrando tarifas elevadas.

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