Fotos: Arquivo Sindicato

O Sindicato marcou presença, juntamente com a CUT, outras centrais sindicais e diversos movimentos sociais organizados de todo o país, no dia 6 de março, em Brasília, na 7ª Marcha por Desenvolvimento, Cidadania e Valorização do Trabalho. A entidade engrossou a manifestação, que se concentrou durante a manhã em frente ao Estádio Mané Garrincha e saíram em passeata até o Congresso Nacional. No total, mais de 50 mil trabalhadoras e trabalhadores participaram da marcha.

A manifestação teve o objetivo de pressionar o governo federal e o Congresso Nacional pela retomada dos investimentos públicos, em defesa da produção, dos direitos, dos salários e empregos de qualidade, garantindo contrapartidas sociais e combatendo a especulação e os abusos do sistema financeiro.

Entre as principais reivindicações está a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, considerada essencial para estimular uma série de benefícios para a sociedade brasileira. De acordo com estimativas do Dieese, seriam gerados mais de 2,2 milhões de novos postos de trabalho com a adoção da medida. Além disso, os trabalhadores teriam mais tempo para dedicar-se a outras atividades, como estudo, convívio familiar e lazer, o que ajuda na melhoria da qualidade de vida e do desempenho profissional.

A pauta comum incluiu ainda questões como o fim do fator previdenciário, ampliação do investimento público, 10% do PIB para a educação, reforma agrária, 10% do orçamento da União para a saúde, combate à demissão imotivada, valorização das aposentadorias e igualdade de oportunidades e salários entre homens e mulheres.

Após a marcha, os representantes dos trabalhadores foram recebidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves.

Vitória em audiência com a presidenta

No fim do dia, os trabalhadores participaram de audiência com a presidenta Dilma Rousseff e conquistaram mais uma vitória. A presidenta assinou o decreto que regulamenta a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê a negociação coletiva para os servidores públicos.

Além disso, foi entregue a Dilma uma pauta de reivindicações e o governo se comprometeu a discutir dois dos principais temas: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário e o fim do fator previdenciário. Na audiência, a presidenta afirmou também que a rotatividade atrapalha o país e que deve ser realizado um processo de negociação em torno de todos estes temas.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, durante o dia de manifestações, os trabalhadores reafirmaram a importância da pauta do trabalho, que é fundamental para a manutenção e a criação de novos empregos e o fortalecimento da economia. “Com essa manifestação, nós, bancários, procuramos dar a nossa contribuição para o desenvolvimento do país, principalmente ao reivindicarmos a queda da taxa de juros, uma bandeira histórica de nossa categoria. Cobramos também do Governo Federal a garantia de nossos empregos, salários dignos e que o Banco do Brasil e a CAIXA atuem de fato como bancos públicos a serviço do povo brasileiro”, afirmou.

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