Nesta quinta-feira, 13 de abril, o Sindicato se reuniu com o Mercantil do Brasil para cobrar mais segurança para bancários, clientes e usuários dos serviços do banco. A reunião foi realizada na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE/MG).

Os trabalhadores do Mercantil foram representados pelos funcionários do banco e diretores do Sindicato, Marco Aurélio Alves e Vanderci Antônio da Silva, além do advogado da entidade, Sávio Leite. Já o Mercantil foi representado pelos gerentes de RH Márcio Ferreira e José Bahia.

O Sindicato havia denunciado, junto à SRTE/MG, a falta de segurança e os riscos a que estavam expostos funcionários e usuários do Mercantil após a decisão do banco de retirar as portas giratórias e detectores de metal (PGDM), além dos vigilantes armados dos postos avançados de atendimento (PAAs). A situação ocorreu nos municípios de Nova Lima, Betim e Sete Lagoas e a pretensão era que os itens de segurança fossem retirados em todas as agências do banco que fossem transformadas em PAAs.

O Sindicato argumentou que este verdadeiro absurdo exporia trabalhadores e clientes do Mercantil a ações de criminosos, principalmente nos dias pagamento e de alto fluxo de beneficiários de INSS.

Com a pressão feita pelos representantes dos funcionários, o Mercantil cedeu. Na reunião, o banco afirmou que irá instalar as portas e contratar segurança armada nos PAAs de Nova Lima, Betim e Sete Lagoas. Além disso, serão mantidos estes itens de segurança nas agências bancárias e nos PAAs de todo o país, garantindo a presença de, no mínimo, um vigilante nos locais de trabalho, com cumprimento das previsões de pausas pessoais contidas nas Normas Regulamentadoras do Direito do Trabalho.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil do Brasil e diretor do Sindicato, esta foi mais uma conquista para os trabalhadores “O banco já havia decidido pela retirada dos itens de segurança dos PAAs de todo o país e teve que recuar frente à pressão e organização do Sindicato e dos trabalhadores. Não aceitaremos, de forma alguma, que a segurança seja tratada de forma irresponsável pelo Mercantil”, afirmou.

Já para Vanderci Antônio da Silva, funcionário do Mercantil do Brasil e diretor do Sindicato, o banco estava tratando a questão apenas pelo ponto de vista da redução de custos. “Graças à atuação firme e persistente do Sindicato e dos trabalhadores, conseguimos mudar essa realidade. Agora, bancários e clientes do Mercantil do Brasil podem se sentir mais seguros, pois conseguimos dobrar a intransigência do Banco e assegurar a volta dos itens de segurança retirados”, concluiu.

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