Fotos: Arquivo Sindicato

O Sindicato mantém, nesta terça-feira, 29, a paralisação das atividades da agência 3161-BH Cidade Administrativa do Itaú, que começaria a operar como “agência de negócios” nesta segunda-feira, 28. Neste segundo dia, o Sindicato contou mais uma vez com a adesão dos funcionários da unidade de trabalho, que não compareceram para trabalhar.

Durante todo o dia, diretores do Sindicato estiveram presentes na porta da agência registrando as insatisfações dos clientes em relação ao novo modelo implementado pelo banco Itaú, que deixou de oferecer o atendimento humanizado de caixas além de retirar a porta giratória e eliminar os vigilantes das agências.

Segundo informações que chegaram ao Sindicato, o banco pretende adotar o novo modelo em outras agências. Nestas unidades, um funcionário será o “agente de negócios”, responsável por autenticar documentos de clientes selecionados, já que o sistema operacional será mantido ativo.

Apesar de a instituição financeira ser uma concessão pública, que não pode diferenciar o atendimento a quem quer que seja, o Itaú age com discriminação e ganância ao reestruturar agências apenas para vender produtos, sem oferecer como contrapartida o acesso aos caixas.

Os clientes que compareceram à agência nesta terça-feira, 29, registraram diversas queixas e críticas ao novo modelo adotado e estavam bastantes insatisfeitos e sentindo-se traídos pelo Itaú. Vários clientes chegaram a dizer que o novo modelo não iria satisfazer suas necessidades e que encerrariam suas contas no banco, enquanto outros afirmaram que o banco havia transferido sua contas de benefícios de INSS e salários para aquela agência mas que, agora, não poderiam mais realizar suas operações nos caixas.

A funcionária do Itaú e diretora do Sindicato, Jacqueline Cardozo, ressaltou que o Departamento Jurídico do Sindicato já foi acionado para tomar providências através de denúncias junto aos órgãos fiscalizadores. “Somente no primeiro trimestre de 2014, o Itaú lucrou mais de R$ 4,5 bilhões, porém a ganância do banco continua causando prejuízos à categoria e aos clientes. Exigimos a garantia do emprego, condições dignas de trabalho e segurança para bancários, vigilantes, clientes e usuários. A vida vale mais que o lucro”, afirmou.

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