O Sindicato, juntamente com a Contraf-CUT e federações, se reuniu com o Santander nesta quinta-feira, 4, durante o Comitê de Relações Trabalhistas (CRT), para retomar as negociações com o banco. O funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Odinei Silva, representou a entidade. Durante a reunião, o fim das demissões foi a principal cobrança feita pelos dirigentes sindicais.

A pauta específica de reivindicações, aprovada no Encontro Nacional dos Funcionários e entregue ao banco no dia 26 de junho, não chegou a ser debatida. O novo superintendente de relações sindicais do Santander, Luiz Cláudio Xavier, que assumiu o cargo há 40 dias, alegou que ainda não conseguiu examinar todas as demandas e propôs discutir a minuta em nova reunião do CRT, agendada para o dia 22 de julho.

A pauta contém reivindicações relativas ao emprego, condições de trabalho, remuneração, saúde suplementar e previdência complementar, além das pendências de reuniões anteriores do CRT.

Demissões não param

Os representantes dos trabalhadores apresentaram os números das homologações no primeiro semestre de 2013, a partir de informações enviadas ao Dieese por sindicatos. O banco efetuou 2.604 desligamentos, dos quais 1.820 foram demissões sem justa causa, 670 a pedido, 43 demissões por justa causa e 71 por outros motivos.

Confira os números das dispensas imotivadas:

– janeiro: 491;
– fevereiro: 183;
– março: 188;
– abril: 256;
– maio: 381;
– junho: 381;
– total: 1.820

Esses números, embora parciais, superam as demissões sem justa causa do primeiro semestre de 2012, conforme os dados do Caged entregues pelo Santander ao Ministério Público do Trabalho (MPT), durante as mediações sobre as demissões em massa ocorridas em dezembro. Nos primeiros seis meses do ano passado, o banco demitiu 1.175 funcionários sem justa causa.

Os dirigentes sindicais cobraram o fim imediato das demissões e das políticas de rotatividade e terceirização, exigindo mais contratações. Foi também reivindicado o fim das homologações por prepostos terceirizados.

Caixas sem metas individuais

Em relação à cobrança de metas dos caixas, o Santander entregou aos representantes dos trabalhadores o texto de um comunicado interno que está sendo distribuído aos gerentes na rede de agências. Nele, consta que “as atividades do caixa devem ter como foco principal o atendimento eficiente ao cliente, sendo responsável pelas operações efetuadas nos terminais de caixa”.

O texto destaca que “esses profissionais não podem estar sujeitos ao cumprimento de metas individuais de venda de produtos bancários. E a avaliação deve ser baseada pelo atendimento”.

Combate ao assédio moral

O problema do assédio moral também foi discutido. Os dirigentes sindicais apontaram que ele está ligado à violência organizacional e às precárias condições de trabalho, pois há falta de funcionários, sobrecarga de serviços e metas abusivas.

Os bancários exigiram o fim de procedimentos como as longas reuniões diárias, onde há cobrança de metas, assediando e estressando os funcionários.

Fim das práticas antissindicais

Os dirigentes sindicais voltaram a cobrar o fim das práticas antissindicais, exigindo a retirada imediata das ações judiciais movidas pelo banco contra a Contraf-CUT, sindicatos, federações e Afubesp em função de protestos na final da Copa Libertadores de 2011 e no Dia Nacional de Luta em abril deste ano.

Outras reuniões

O banco também se posicionou a favor da retomada de reuniões específicas, fórum e grupo de trabalho, previstos no acordo aditivo à convenção coletiva, que estavam travadas.

Ficou agendada uma reunião sobre funcionários com deficiência (PCD) para o próximo dia 12. Também serão marcados e realizados ainda em julho o Fórum de Saúde e Condições de Trabalho, que tratará do programa de reabilitação profissional, o grupo de trabalho do SantanderPrevi e a reunião sobre Call Center.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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