O banco Itaú comunicou aos bancários que estão afastados por se autodeclararem parte do grupo de risco no início da pandemia para enviar relatório médico para adequação de risco conforme a Portaria 20 do governo federal que entrou em vigor em junho de 2020.

No início da pandemia, o movimento sindical se reuniu com a Fenaban para afastamento imediato do grupo de risco conforme determinação da OMS. Vigorava como grupo de risco, à época, pessoas com mais de 60 anos, grávidas, hipertensos, asmáticos, pessoas com doenças autoimunes e doenças graves. A portaria mudou o entendimento de grupo de risco, passando a vigorar: cardiopatias graves ou descompensadas (infartados, hipertensão), doenças pulmonares descompensadas (asma, DPOC), deficiência de imunidade, doenças renais avançadas, diabetes avançadas, câncer e grávidas.

Sendo assim muito trabalhadores estão sendo excluídos do grupo de risco pelo banco, conforme entendimento da portaria e convocados ao retorno ao trabalho presencial, a não ser que haja fato novo a ser considerado.

O Sindicato orienta que os bancários conversem com médicos que os acompanham, pois cabe a eles a responsabilidade sobre a liberação para o trabalho presencial. “Nosso entendimento, é que grupo de risco é todo aquele que pode evoluir para casos graves e até óbitos, independente do controle da doença existente. Se o banco colocar estas pessoas em risco, contraindicando a orientação médica neste sentido, a responsabilidade também é da empresa”, destaca Luciana Duarte, funcionária do Itaú e diretora de Saúde do Sindicato.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

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