Nesta terça-feira, 18, o Sindicato paralisou 13 agências do Santander na região central de Belo Horizonte. Neste Dia Nacional de Luta contra as demissões em massa promovidas pelo banco, os representantes dos trabalhadores denunciaram a prática desumana do Santander, que desligou 1.280 funcionários apenas nos primeiros dias de dezembro em todo o país. As unidades de trabalho permaneceram fechadas até o final do dia.

Na agência localizada na praça Sete, foi instalada a “porta do inferno” e os bancários fizeram uma manifestação com a presença do “Papai Noel do Mal”, que presenteou os funcionários com cartas de demissão assinadas pelo presidente do Santander. O ato chamou a atenção da população e reuniu dezenas de pessoas em frente à agência.

Segundo informações dos sindicatos dos bancários de todo o país, entre os desligados há funcionários com mais de 10, 20 e 30 anos de casa, muitos deles próximos da aposentadoria, o que caracteriza uma prática discriminatória com os mais antigos de banco. Além disso, vários desligados são gerentes e, portanto, com maiores salários. Isto mostra que, com as demissões, o objetivo do banco é continuar com a rotatividade para reduzir ainda mais os custos e aumentar os lucros.

As demissões do Santander ocorrem sem nenhuma justificativa e sem discussão prévia com o movimento sindical. Segundo dados do Dieese, 95% dos desligamentos foram realizados sem justa causa. Os exorbitantes lucros do banco em 2012 não são compatíveis com esta atitude de desrespeito aos bancários e ao Brasil, que é responsável por 26% dos rendimentos do banco em todo o mundo.

Para o funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Davidson Siqueira, o banco tem que parar com as demissões e reintegrar os funcionários que já foram demitidos. “Exigimos que o banco mude de postura e pare com a absurda demissão em massa que vem promovendo neste fim de ano. O Sindicato não ficará calado diante dos abusos dos banqueiros e não aceitará o desrespeito aos trabalhadores, que são os grandes responsáveis pelos ótimos resultados do banco”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT

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