Fotos: Arquivo Sindicato

O Sindicato paralisou, nesta quarta-feira, 27, duas agências do HSBC em Belo Horizonte: uma na rua Alagoas, na Savassi, e outra na rua da Bahia, no Centro. O ato foi realizado em protesto contra as demissões promovidas pelo banco e os funcionários cruzaram os braços durante todo o dia. Na entrada da agência da rua Alagoas, o Sindicato instalou a “Porta do Inferno” para denunciar o inferno a que são submetidos os funcionários do banco.

Durante a paralisação, o superintendente regional do HSBC tentou intimidar os bancários. O banco quis obrigar os funcionários a entrar nas agências e a registrar em cartório que foram impedidos de trabalhar pelo Sindicato. A tentativa, porém, foi frustrada, já que os bancários aderiram à mobilização e nenhum deles entrou nas unidades de trabalho.

A série de dispensas promovida pelo HSBC está deixando, cada vez mais, os funcionários sobrecarregados e os clientes insatisfeitos. O banco tem realizado, também, um processo de restruturação, por meio do qual está esvaziando as áreas de back office e front office das unidades, o que tem gerado diversos problemas, inclusive com o adoecimento de funcionários.

Além disso, na agência da rua da Bahia, onde é realizado o atendimento de um grande número de beneficiários do INSS, pessoas idosas são obrigadas a subir três lances de escadas para serem atendidas e foi retirado o atendimento prioritário. O Sindicato já denunciou ao INSS mais este descaso e desrespeito do HSBC com o povo brasileiro.

Em relação às demissões, o Sindicato cobrou explicações do banco, mas a direção do HSBC informou que não irá repor os empregados dispensados, principalmente os da área administrativa.

Para Giovanni Alexandrino, funcionário do HSBC e diretor do Sindicato, o clima nos locais de trabalho é de revolta com a política do banco. “Os bancários, juntamente com o Sindicato, vão reagir com manifestações e paralisações até que o banco pare esse processo perverso de demissão e restruturação”, afirmou.

O funcionário do banco e diretor do Sindicato, Geraldo Rodrigues, destacou que “o banco acaba de completar seus 16 anos no Brasil, com uma trajetória marcada por perseguição e exploração dos bancários. É absurda a política de desvalorização dos funcionários promovida pelo HSBC e exigimos respeito aos trabalhadores”.

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