Fotos: Arquivo Sindicato

O Sindicato paralisou, nesta quinta-feira, 18, Dia Nacional de Luta contra demissões, várias agências do HSBC localizadas em importantes pontos de Belo Horizonte. Os protestos dos bancários ocorrem contra a redução do quadro de funcionários promovida pelo banco em todo o Brasil, por melhores condições de trabalho e valorização dos trabalhadores.

Em 2012, o HSBC obteve lucro de R$ 1,225 bilhão mas, mesmo assim, continua dispensando trabalhadores. Somente no ano passado, foram fechados 946 postos de trabalho e o banco mantém a política de dispensa e restruturação, esvaziando as áreas de back office e front office das unidades.

O Brasil é o país que mais gera rentabilidade ao HSBC entre todos os locais em que ele atua. Apesar disso, o banco desrespeita os brasileiros cobrando aqui as mais altas taxas do mundo e com uma política inaceitável de rotatividade. Como resultado, o banco envia seus lucros para a matriz na Inglaterra e deixa no Brasil apenas o desemprego e a precarização do trabalho.

A redução no número de funcionários gera impactos diretos aos trabalhadores, com a sobrecarga e o consequente adoecimento, e aos clientes, que têm que enfrentar filas quilométricas nas agências por causa da precarização do atendimento.

O Sindicato tem denunciado o desrespeito do banco e já havia realizado paralisações em agências de Belo Horizonte no mês passado. Na agência da rua da Bahia, no centro de Belo Horizonte, que foi paralisada nesta quinta-feira, 18, houve demissões e o atendimento prioritário foi retirado do térreo. Com isso, idosos, pessoas com deficiência e com crianças de colo são obrigadas a subir três lances de escadas para serem atendidas. A situação já foi denunciada pelo Sindicato, que continua lutando contra mais este desrespeito.

Para o funcionário do HSBC e diretor do Sindicato, Geraldo Rodrigues, a mobilização é fundamental para denunciar e mostrar a toda a população os abusos do banco. “O banco tem tomado decisões unilaterais e demite sem repor seus funcionários. Aqueles que ficam, têm que enfrentar condições precárias de trabalho, com sobrecarga e extrapolação de jornada, o que afeta diretamente a qualidade de vida dos bancários. Continuaremos nos mobilizando para exigir melhores condições de trabalho e respeito aos funcionários, clientes e usuários das agências do HSBC”, afirmou.

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