Foto: Arquivo Sindicato

O Sindicato paralisou, nesta segunda-feira, 28, as atividades da primeira agência do Itaú em Belo Horizonte a ser transformada em “agência de negócios”. O novo modelo, que entraria em funcionamento nesta segunda-feira na Cidade Administrativa, é um desrespeito a bancários e clientes, já que elimina a figura do caixa e funciona sem porta giratória e sem vigilantes.

Com a desculpa de criar a “agência de negócios”, que tem o foco na venda de produtos, o Itaú está implementando, em todo o Brasil, unidades de trabalho que colocam em risco a vida de bancárias e bancários, além de não oferecer atendimento ao público em serviços essenciais que justificam o funcionamento de uma agência bancária. Nestas unidades de trabalho, apesar de não haver o caixa físico, estão instalados caixas eletrônicos, o que as torna alvos fáceis para bandidos.

No caso da agência da Cidade Administrativa, o Sindicato conversou com bancárias e bancários que se mostraram inseguros em relação à implementação do novo modelo. A falta de segurança é ainda maior porque a unidade de trabalho se encontra às margens de uma BR, rota de fuga e trajeto em que outras agências já passaram por assaltos.

Durante todo o expediente desta segunda-feira, a agência permaneceu fechada. A paralisação ocorreu após tentativas frustradas de negociação com o Itaú, seja em reunião do banco com a COE ou através de contato direto dos diretores do Sindicato. O banco tem a intenção de continuar o processo de transformação de agências e de implantar outras unidades de trabalho do mesmo modelo na base de Belo Horizonte e região.

Para o funcionário do Itaú e diretor do Sindicato, Ted Silvino, a mobilização continua para exigir que o banco respeite a vida de bancárias e bancários. “Fechamos a agência em função do projeto equivocado colocado em prática pelo Itaú nas ‘agências de negócios’. Não aceitaremos que o banco, pensando nos lucros, coloque em risco a vida de trabalhadores e usuários de seus serviços. O Sindicato continuará paralisando as atividades das agências de negócios enquanto o problema não for resolvido”, afirmou.

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