Diante do desrespeito do Itaú contra os direitos dos trabalhadores, o Sindicato paralisou, nesta sexta-feira, 16, as atividades da agência Prado do banco em Belo Horizonte. A mobilização ocorre em meio à implantação da nova lei trabalhista pelo banco e demissões irregulares.

No mês de janeiro deste ano, o Itaú informou que as homologações de rescisões de contrato não serão mais realizadas nos sindicatos. Os efeitos desta medida, legalizada pela nefasta reforma trabalhista do governo Temer, já têm sido sentidos por bancárias e bancários no momento da demissão.

Entre os abusos que vêm ocorrendo com as homologações fora do Sindicato, estão cálculos errados de valores devidos aos trabalhadores, demissões de pessoas com deficiência (PCDs) e até mesmo de bancários que se encontram em estabilidade pré-aposentadoria.

Para a funcionária do Itaú e diretora do Sindicato, Jacqueline Cardozo, a reforma trabalhista foi criada sob medida para beneficiar banqueiros e grandes empresários, retirando poder e direitos dos trabalhadores. “Como previsto, o Itaú tem se utilizado das homologações nas agências para desrespeitar acordos e forçar a assinatura de rescisões com erros, com prejuízo para os bancários, além de promover demissões ilegais”, afirmou.

Durante a paralisação, o Sindicato cobrou que o Itaú volte a realizar as homologações na entidade. Isto garantiria o devido acompanhamento e a conferência dos termos de rescisão para garantir que sejam respeitados os direitos dos trabalhadores.

“É inaceitável que o Itaú, que lucrou quase 25 bilhões de reais em 2017, se utilize da nova lei trabalhista para cometer abusos e descumprir acordos assinados com a categoria. O banco, enquanto concessão pública, deveria ter responsabilidade social e fazer, na prática, o que prega em suas propagandas milionárias”, destacou Ramon Peres, que é funcionário do Itaú e diretor do Sindicato.

 

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