Mesmo com o lucro bilionário de R$ 6,4 bilhões no primeiro trimestre de 2018, o Itaú segue desrespeitando os trabalhadores e demitindo funcionários. Para protestar contra esta postura do banco, o Sindicato paralisou, nesta segunda-feira, 21 de maio, as atividades da agência 2979-BH (Belvedere).

Bancárias e bancários se manifestam contra três demissões ocorridas na agência e que só foram informadas ao Sindicato pelos próprios trabalhadores. Em contato com a direção do Sindicato, o Itaú informou que não voltará atrás em relação às demissões. Por isso, a unidade permaneceu fechada durante todo o expediente.

Entre os funcionários demitidos, há pessoas em tratamento de saúde e que inclusive estavam cumprindo as metas impostas pelo banco. Além disso, uma bancária que aderiu ao Programa de Oportunidade de Carreira (POC) – voltado para a realocação de funcionários – também foi demitida, o que pode representar perseguição do banco, principalmente por parte da gerência da área da agência.

Durante o ato, os representantes dos funcionários protestaram contra a decisão do Itaú de não mais realizar as homologações no Sindicato. Amparado pela reforma trabalhista do governo Temer, o banco tem feito as homologações fora da entidade, o que dificulta o acompanhamento da rescisão e pode resultar na perda de direitos dos trabalhadores.

A funcionária do Itaú e diretora de Saúde do Sindicato, Luciana Duarte, destacou que o banco não pode demitir trabalhador que está em tratamento médico. “Ao realizar o exame demissional, a clínica conveniada com o banco passou por cima de todos os relatórios que indicam que o trabalhador ainda está em tratamento, considerando-o apto para ser demitido”, afirmou.

Já Liliane de Oliveira, também funcionária do Itaú e diretora do Sindicato, cobrou responsabilidade social do Itaú. “Um banco que lucrou R$ 24 bilhões em 2017 e segue aumentando seus ganhos, mesmo em um período de crise, tem obrigação de valorizar seus trabalhadores. É um absurdo também que o Itaú venha transformando o POC em instrumento de perseguição aos funcionários, indo contra o que nos foi dito em mesa de negociação. Exigimos respeito e seguimos em luta em defesa dos direitos da categoria bancária”, ressaltou.

 

 

 

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