Fotos: Alessandro Carvalho

Nesta quarta-feira, 23 de abril, Dia Nacional de Luta no HSBC, o Sindicato paralisou as atividades de duas agências do banco em Belo Horizonte para protestar contra as demissões e os fechamentos de unidades de trabalho em todo o Brasil. As atividades das agências Assembleia e Palácio das Artes foram paralisadas e bancárias e bancários exigiram que o HSBC respeite seus quase 23 mil funcionários, colocando fim às demissões, ao assédio moral, às metas abusivas e às reestruturações das unidades de trabalho.

Na entrada da agência Palácio das Artes, o Sindicato realizou um ato e instalou a “Porta do Inferno” para denunciar a toda a população o inferno a que vêm sendo submetidos os funcionários do HSBC.

Apesar de ser um dos maiores bancos do planeta, com lucro mundial de U$ 16,2 bilhões (R$ 37 bilhões) no ano de 2013, no Brasil política é a de redução de custos. Somente nos primeiros três meses de 2014, 20 agências já foram fechadas no país e 142 funcionários dispensados.

Para aumentar ainda mais as incertezas de bancárias e bancários, o HSBC iniciou mais um processo de mudanças no Brasil, com a transformação de agências convencionais nas chamadas “agências de negócios”, que funcionam com menor estrutura.

A filosofia de relacionamento com os clientes também está sendo modificada pelo banco com base na “venda responsável de produtos”. Com isso, o HSBC se utiliza de um instrumento positivo para repassar aos funcionários suas responsabilidades institucionais, aumentando ainda mais as cobranças e o patrulhamento interno sem oferecer condições dignas de trabalho.

Para o funcionário do HSBC e diretor do Sindicato, Giovanni Alexandrino, somente através da mobilização a categoria conseguirá barrar as mudanças negativas promovidas pelo banco. “Funcionárias e funcionários não podem ser penalizados pela má gestão que vem sendo realizada dentro do HSBC. Estamos atentos e continuamos em luta para exigir respeito para com as bancárias e os bancários”, frisou.

Geraldo Rodrigues, funcionário do banco e diretor do Sindicato, também ressaltou a importância da unidade na luta por condições dignas de trabalho. “É fundamental que estejamos unidos para lutar contra o descaso do HSBC com os trabalhadores brasileiros. Exigimos o fim das demissões e mais contratações no banco, com a valorização de bancárias e bancários e o fim das pressões e metas abusivas que levam ao adoecimento de funcionários”, afirmou.

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