Nesta terça-feira, 31 de maio, o Sindicato paralisou as atividades de agências do Itaú em sua base para protestar contra as demissões que vêm sendo promovidas pelo banco. Apesar de o histórico de lucros do banco ser o maior da história do país, os desligamentos de empregados seguem em níveis recordes. Marcando o Dia Estadual de Luta Contra as Demissões no Itaú, sindicatos filiados à Fetrafi-CUT/MG realizaram atividades e mobilizações em várias regiões de Minas Gerais.

No ano da fusão entre os bancos Itaú e Unibanco, o número total de funcionários era de 108.027. Já no final do primeiro trimestre de 2016, este número baixou para 82.871 conforme estudos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Isto quer dizer que 25.156 postos de trabalho foram cortados por uma empresa que, em 2008, assumiu a posição de maior instituição financeira do hemisfério sul.

Em 2015, o Itaú Unibanco registrou novo recorde de lucro líquido recorrente, totalizando R$ 23,8 bilhões de reais. No primeiro trimestre de 2016, o lucro registrado já chegou a R$ 5,2 bilhões.

A holding encerrou março de 2016 com 82.871 empregados no país, com redução de 2.902 postos de trabalho em relação ao mesmo período de 2015. Foram abertas 74 agências digitais e fechadas 154 agências físicas no país entre março de 2015 e março de 2016, totalizando, ao final do período, 3750 agências físicas e 108 digitais.

Com isso, a situação nas unidades de trabalho tem sido de constante apreensão entre os funcionários, com medo diante das demissões e do fechamento de agências. Os trabalhadores sofrem também com a sobrecarga de trabalho e as cobranças para o cumprimento de metas abusivas, que levam inclusive ao adoecimento de bancárias e bancários.

O quadro é grave e o executivo e sócio do Itaú, Ilan Goldfajn, que assumiu a presidência do Banco Central no dia 17 de maio, já deixou claro que “desemprego e renda menor ajudam a diminuir inflação”. Ou seja, a intenção é liberar sem limites a terceirização, aprovada na Câmara dos Deputados, e complementar o programa do governo golpista de Michel Temer, “Uma Ponte para o Futuro”, que nos levará ao aprofundamento da recessão e ao retorno da exclusão social.

Para completar, o Itaú também está em sexto lugar no ranking de litigantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que foi divulgado no dia 20 de abril. A lista, elaborada pela Coordenadoria de Estatística e Pesquisa do TST, inclui todas as empresas que têm mais de 100 processos em tramitação na Corte trabalhista.

O Sindicato não poupará esforços para defender o emprego dos trabalhadores e fará paralisações em forma de protesto para forçar o banco a interromper o fechamento de agências e a demissão de milhares de funcionários, que são os verdadeiros responsáveis pelo lucro recorde do Itaú ano após ano.

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