Foto: Arquivo Sindicato

O Sindicato participou nesta terça-feira, 27, em São Paulo, de ato nacional promovido juntamente com a Contraf-CUT, federações e sindicatos de todo o país contra as demissões promovidas pelo Santander. Os funcionários do banco e diretores do Sindicato, Davidson Siqueira, Fernando Lemos e Wagner dos Santos representaram a entidade.

Após a manifestação, foram entregues à diretoria do banco cerca de 25 mil cartas de clientes que se solidarizam com a luta pelo fim das demissões e cobram “a redução de tarifas e a contratação de mais bancários”. Houve também entrega de uma carta das entidades reforçando a solicitação de uma reunião com o presidente do Santander Brasil, Jesús Zabalza.

O funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Davidson Siqueira, afirmou que foram realizados, nas últimas semanas, protestos em todo o país para pressionar o banco. “Estivemos nas agências e coletamos assinaturas de clientes como parte da mobilização nacional para exigirmos o fim das dispensas, melhores condições de trabalho e atendimento de qualidade à população”, relatou.

As cartas endereçadas ao presidente do Santander Brasil, Jesús Zabalza, foram recebidas pela diretora de Recursos Humanos, Vanessa Lobato, que se comprometeu a levar o pedido da reunião para o presidente do banco.

As cópias das cartas foram também afixadas em cordas, formando um enorme varal, e deram três voltas na sede do banco, valorizando o recado de milhares de clientes solidários com a luta dos bancários contra as demissões.

Bancárias e bancários do Santander têm vivido sob constante estresse e pressão por causa das demissões. “A sensação que temos é que podemos ser demitidos a qualquer momento. Não fazemos planos financeiros a longo prazo porque não sabemos se vamos continuar no banco”, contou uma funcionária.

Milhões para altos executivos

Um enorme cartaz com um cheque gigante no valor de R$ 465 mil foi estendido, mostrando a remuneração mensal de um alto executivo do banco.

Os dirigentes sindicais ainda seguraram cruzes pretas, com a inscrição “Demitidos”, simbolizando os milhares de bancários que o banco mandou embora desde as demissões em massa na véspera do Natal de 2012. Além das dispensas, o Santander cortou 4.833 empregos entre março de 2013 e março de 2014, sendo 970 apenas no primeiro trimestre deste ano.

As demissões seguem na contramão da economia brasileira que, no primeiro trimestre de 2014, gerou 344.984 novos empregos com carteira assinada, e desrespeita funcionárias e funcionários, que são os verdadeiros responsáveis pelos lucros do banco. Apenas no primeiro trimestre do ano, o lucro do Santander Brasil foi de R$ 1,428 bilhão, o que representa 20% do lucro do banco em todo o mundo.

Gestão equivocada

Nos pronunciamentos, os dirigentes sindicais criticaram a gestão do banco, sobretudo em relação às demissões, o que piorou as condições de trabalho e o atendimento. Não é à toa que o banco tem liderado quase todos os meses o ranking de reclamações de clientes no Banco Central.

Além disso, o banco tem reduzido custos por meio do corte de serviços, como transporte e limpeza, causando a indignação dos funcionários.

Para Wagner dos Santos, funcionário do Santander e diretor do Sindicato, os bancos devem respeitar seus funcionários, clientes e usuários. “O banco deve oferecer melhores condições de trabalho e aumentar o número de empregos, garantindo que a população seja bem atendida e diminuindo as tarifas. Como uma concessão pública, é obrigação do Santander atender as reivindicações da sociedade”, afirmou.

Já o funcionário do Santander e diretor do Sindicato, Fernando Lemos, garantiu que a luta por condições dignas de trabalho e pelo fim das demissões continuará forte. “Queremos uma reunião com o presidente do banco para exigir a criação de empregos, melhores condições de trabalho e redução de juros e tarifas, garantindo que a gestão do Santander valorize seus funcionários e a sociedade em geral”, concluiu.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Contraf-CUT e Seeb São Paulo

Compartilhe: