O Sindicato participou, nesta sexta-feira, 7 de agosto, do Ato Simbólico em Defesa da Vida e dos Empregos, representado pelo presidente, Ramon Peres, e pelos diretores Sebastião Maria e Wagner dos Santos. A manifestação foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e ocorreu na Praça da Estação, na região central de BH, com respeito às normas sanitárias.

“Trabalhadoras e trabalhadores brasileiros estão em luta para defender a vida e os empregos, diante da completa negligência do governo. O Sindicato atua, desde o começo da pandemia, para proteger a saúde de bancárias e bancários e garantimos, na negociação permanente, medidas importantes que pouparam vidas. Estamos juntos com todas as categorias neste Dia Nacional de Luta, em especial aquelas que estão na linha de frente do combate à pandemia”,  afirmou o presidente do Sindicato, Ramon Peres.

Além da ineficácia no combate à doença, os trabalhadores chamaram atenção para o descaso com os servidores da Saúde. No Brasil, há um apagão de dados de trabalhadores da Saúde que morreram pela Covid-19. Em junho, dado mais atualizado pelo Ministério da Saúde, 169 trabalhadores já tinham morrido pela Covid-19 no Brasil, e o país já era o líder nesta triste estatística. De lá para cá, o governo federal sequer atualizou os dados. Em Belo Horizonte, já são 403 profissionais infectados e uma morte.

O Dia Nacional de Luta conta com mobilização virtual e atos em diversas cidades do país. Na pauta, está a luta contra o descaso do governo Bolsonaro, que permitiu que o Brasil chegasse à triste marca de 100 mil mortes pelo coronavírus, o que deve ocorrer nos próximos dias. Além disso, a irresponsabilidade do governo prolonga e aprofunda a crise econômica.

Bandeiras de luta em defesa da vida

Durante o ato, os representantes dos trabalhadores reforçaram algumas bandeiras de luta, tais como:

– Repúdio à iniciativa de prefeitos e governadores que já planejam e até fixaram data para retorno presencial de estudantes às aulas.

–  Cobrança para que as autoridades forneçam equipamentos de proteção individual e coletiva para os trabalhadores das categorias essenciais, em especial os da área de saúde.

– Reafirmação da pauta emergencial de apoio aos setores mais vulneráveis na crise: manutenção do auxílio emergencial de R$ 600, no mínimo, até 31 de dezembro de 2020; ampliação das parcelas do seguro desemprego; liberação de crédito para as micro e pequenas empresas;  fortalecimento do SUS (Sistema Único de Saúde); derrubada, pelo Congresso Nacional, dos vetos do presidente da República que impedem a garantia dos direitos conquistados por trabalhadoras e trabalhadores e seus sindicatos, por meio da ultratividade, dos acordos e convenções coletivas de trabalho.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com CUT/MG

 

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