Na tarde desta quarta-feira, 28, o Sindicato dos Bancários de BH e Região participou, juntamente com outras entidades sindicais, da manifestação do Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos e empregos que foi realizada na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte. O ato foi convocado pela CUT e outras centrais sindicais em todo o país para pressionar o governo a assegurar o compromisso de campanha da presidenta Dilma, que na ocasião garantiu que nenhum ajuste seria feito em relação aos direitos dos trabalhadores ou dos direitos sociais.

Os representantes dos trabalhadores manifestaram-se contra as Medidas Provisórias 664 e 665, anunciadas no fim de 2014 e que comprometem direitos trabalhistas como pensão por morte, auxílio-doença, seguro-desemprego e abono salarial. Além disso, foram elevadas a taxa básica de juros (Selic), a tributação em operações de crédito (IOF), em cosméticos, combustíveis e produtos importados.

As centrais denunciam que estas medidas dificultam a produção e são prejudiciais aos trabalhadores, podendo empurrar o país para a crise, indo contra a agenda econômica que foi eleita nas urnas em 2014. Hoje, as demissões no setor industrial já são um grave problema, como o caso das montadoras do ABC paulista.

Além de Belo Horizonte, também foram organizadas manifestações em Maceió, Fortaleza, Brasília, Goiânia, São Luiz, Cuiabá, Campo Grande, João Pessoa, Recife, São Paulo, Teresina, Aracaju, Belém, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador.

Em São Paulo, o ato teve como um dos pontos de parada a sede da Petrobrás, onde os trabalhadores defenderam a importância da apuração de denúncias de corrupção mas também da preservação da empresa estatal, que tem participação de cerca de 13% no PIB brasileiro.

As manifestações em todo o Brasil foram também uma chamada para a Marcha da Classe Trabalhadora, que será realizada no dia 26 de fevereiro. Na ocasião as centrais reapresentarão a pauta de reivindicações para o governo federal, os estaduais e o empresariado.

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