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“Se é público, é para todos”. Com este mote, representantes de diversas categorias e de movimentos sociais realizaram um grande ato nesta segunda-feira, 6, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, para o lançamento da campanha em defesa do patrimônio dos brasileiros. O Sindicato apoiou e participou do evento, organizado pelo Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas.

A abertura do evento contou com a presença da coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, Maria Rita Serrano, do presidente da Fenae, Jair Ferreira, do presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, além de representantes de diversas centrais sindicais que apoiam a iniciativa.

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Durante o dia, foram realizados diversos debates sobre o conceito do que é público. Os participantes destacaram a importância da defesa e do fortalecimento de importantes empresas brasileiras, como a CAIXA e o Banco do Brasil, responsáveis pela implantação de políticas públicas fundamentais para o desenvolvimento do país.

Participaram ainda das mesas de discussão personalidades como a filósofa Márcia Tiburi, o sociólogo e cientista político Emir Sader, o ex-diretor da Petrobras Guilherme Estrella, o professor de direito tributário Ricardo Lodi e a deputada federal Jandira Feghali.

Todos reforçaram a importância da unidade para lutar contra o desmonte dos bens públicos que se desenha no governo interino de Michel Temer. “Várias entidades e movimentos sociais estão unidos por uma causa, que é a defesa do que é público, do que é de todos os brasileiros. A luta de nosso Comitê começou contra o Estatuto das Estatais, mas cresceu diante do golpe e dos ataques aos nossos direitos. Defender o que é para todos é defender o Brasil”, afirmou Rita Serrano.

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Emir Sader condenou a lógica de mercado que prevalece na visão política do governo provisório. “Este é um governo centralizado no capital do sistema financeiro e o que eles defendem é o mercado. Com isso, a saúde é vista como mercadoria, a educação é vista como mercadoria. Temos que defender o que é público pois, se o direito for só para alguns, ele não é direito, é privilégio”, ressaltou.

Ao final do dia, foi realizado ainda um grande ato político-cultural, que contou com a presença do ex-presidente Lula e de representantes de centrais sindicais, categorias de trabalhadores do setor público, movimentos sociais e de estudantes. O encerramento foi realizado com a apresentação do grupo Casuarina.

“Estamos na luta para impedir qualquer retrocesso e combater o desmonte de nossos bens públicos. O lançamento desta campanha, com unidade nacional, é um marco da nossa resistência histórica em defesa dos bancos públicos, como a CAIXA e o Banco do Brasil. O atual cenário político, dominado pelos interesses dos mais ricos e por uma política neoliberal, representa um ataque aos direitos e à cidadania dos brasileiros. Defender os bancos públicos significa defender o crescimento do Brasil com distribuição de renda, justiça e igualdade”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

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