O Sindicato, através do seu diretor, Kennedy Santos, participou nesta sexta-feira, 10 de fevereiro da retomada  das  negociações  com o Itaú Unibanco, em São Paulo. Os representantes dos bancários  entregaram ao banco a minuta específica de reivindicações dos funcionários, que possui nove itens: emprego, remuneração, metas abusivas, saúde e condições de trabalho, segurança bancária, liberdade sindical, previdência complementar, plano de saúde e igualdade de oportunidades.

Foto: Paulo Pepe

A minuta foi construída no Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais do Itaú Unibanco, realizado nos dias 14 e 15 de dezembro, em Nazaré Paulista (SP).

Clique aqui para ler a íntegra da minuta.

A representação dos funcionários reivindicou e o banco concordou que a negociação da minuta seja feita por meio de blocos temáticos ao longo do primeiro semestre, de forma a discutir as demandas apresentadas. A primeira reunião está prevista para o final de fevereiro e as demais devem acontecer quinzenalmente. Os temas serão escolhidos previamente.

O tema da primeira rodada será o Plano de Saúde, além de dois itens do bloco de remuneração: PCR (Participação Complementar nos Resultados) e auxílio-educação.

Segurança

Durante a reunião foi entregue ao banco uma carta endereçada ao presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setúbal, na qual a Contraf-CUT cobra proteção da vida dos trabalhadores e clientes do banco. Os representantes dos funcionários demonstraram sua contrariedade em relação à retirada de portas giratórias com detectores de metais nas agências e postos de atendimento. A carta traz ainda um protesto contra demissão por justa causa de duas funcionárias, vítimas de sequestro, em Contagem (MG).

Clique aqui para ler a íntegra da carta.
A representação dos funcionários denunciou que o Itaú gastou R$ 482 milhões em 2011, com despesas de segurança e vigilância, o que equivale a apenas 3,30% do seu lucro de R$ 14,6 bilhões.

Os representantes do banco se comprometeram a dar um retorno sobre o conteúdo da carta na próxima reunião.

PLR

Enquanto o Bradesco já creditou a PLR para seus funcionários nesta sexta feira e o Santander anunciou o pagamento no próximo dia 17, o Itaú não informou a data de crédito para seus trabalhadores. Isso demonstra que apesar  do seu lucro recorde, o Itaú continua mantendo uma política que não valoriza seus funcionários. O prazo estipulado pela convenção coletiva para pagamento da PLR é até o dia 1º de março.

Emprego

Apesar de fazer parte dos temas que serão debatidos com o banco ao longo do semestre, o movimento sindical cobrou do Itaú durante a reunião o fim das demissões. No balanço de 2011, 4.058 empregos foram eliminados.  Mas as dispensas não param por aí. Além da eliminação dos postos de trabalho, a rotatividade também é uma prática nefasta adotada pelo Itaú.

Ar condicionado

Um problema detectado pelo movimento sindical em todo o país diz respeito ao ar condicionado nas agências onde muitos equipamentos estão defeituosos e alguns gestores que, querendo economizar, desligam os aparelhos fora do horário comercial. A conseqüência  são funcionários, clientes e vigilantes sofrendo com o calor insuportável que faz nesta época do ano nas unidades.

Os representantes do banco ficaram de averiguar as denúncias e dar uma resposta na próxima reunião.

Outros temas

De forma breve, foi discutido o “‘Projeto Corredor”, que trata da abertura de agências em horário estendido, das 8h às 20h. O banco deverá fazer uma apresentação do projeto para o movimento sindical, em data a ser definida.

Outros dois temas estiveram ainda na pauta. A divulgação do ranking individual de metas por gestores, uma prática proibida pela convenção coletiva; e a questão da fita de caixa, um problema que continua gerando inúmeros constrangimentos aos bancários, apesar das modificações feitas no ano passado pelo banco.

Esta foi a primeira de uma série de rodadas que os representantes dos funcionários devem estabelecer com Itaú ao longo do ano, procurando dar vazão para uma pauta específica que traz itens importantes para o cotidiano dos funcionários do banco. Para isso, é preciso reforçar a mobilização para obter conquistas.

Para do funcionários do Itaú e diretor do Sindicato dos bancários de Belo Horizonte, Kennedy Santos, que participou  representando a Fetraf-MG,  a retomada das negociações foi mportante para  discutir vários  pontos pendentes de interesse dos funcionários. “Vamos reabrir as discussões sobre a fita de caixa que ainda é confusa e não ajuda a identificar diferenças, obrigando os caixas a arcarem com o pagamento e deixando-os endividados. Também discutiremos o assédio moral que acontece atravé de publicações de rankings, além da pressão nas agências para que os caixas vendam produtos cujas atribuições são da área comercial. Discutiremos ainda a guarda das chaves dos cofres das agências pelos gerentes e supervisores operacionais que deveriam ser guardadas por empresa de segurança privada e as demissões que vem ocorrendo com critérios discriminatórios, dentre vários outros pontos destacados na minuta. Vamos exigir do banco mais emprego, fim da rotatividade, saúde e segurança e melhores condições de trabalho”, ressaltou.

Compartilhe: