Nesta quinta feira, 14 de maio, foi realizada reunião virtual e ampliada da diretoria regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Minas Gerais. Em pauta, estavam as implementações das medidas provisórias 936 e 927, a conjuntura política e econômica e cenários futuros. O Sindicato foi representado pelo diretor Marco Aurélio Alves, que também integra a direção regional do Dieese.

Para o Dieese, os impactos econômicos negativos ainda serão sentidos até 2022. Cenários de crise preveem recessão de 8 a 14% de queda no PIB, com consequente aumento no número de desemprego, para 18% a 20%. Ainda há muita dificuldade no levantamento de dados, pois o país, segundo o Dieese, está sofrendo com o chamado apagão de informações, com a não liberação das informações da RAIS e a interrupção das entrevistas presenciais da Pnad para o apontamento do desemprego no Brasil. A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) produz diversos indicadores mensais, trimestrais e anuais sobre o mercado de trabalho no Brasil.

Ainda de acordo com a entidade, a ansiedade do governo e de alguns setores para antecipação do pico da pandemia, sem levar em consideração a questão científica, poderá transformar o Brasil em um dos epicentros de contágio do novo vírus. Até agora, mais de 13 mil mortes ocorreram no país.

Para Marco Aurélio Alves, diretor do Sindicato e do Dieese, os bancários contam com a organização e a luta de seus sindicatos frente a uma conjuntura e cenários altamente adversos para a economia e a vida dos trabalhadores. “Devemos continuar mobilizados para garantir nossas conquistas. Esse ano acontecerá nossa campanha salarial nacional e, dessa forma, é imprescindível fortalecer nossos sindicatos através do aumento do número de filiações e da participação nos fóruns de deliberação. Nessa hora, mais do que nunca, só a luta nos garantirá”, destacou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

Compartilhe: