Nesta terça-feira, 7 de julho, foi realizada reunião virtual e ampliada da diretoria regional do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Minas Gerais. O encontro se deu por meio da plataforma Jitsi Meet.

Em pauta, estavam, análise de conjuntura, reunião da direção nacional e assembleia dos sócios do Dieese, balanço do trabalho do escritório regional e subseções em home office e informe sobre a situação financeira. O Sindicato foi representado pelo diretor Marco Aurélio Alves, que também integra a direção regional do Dieese.

Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) apurados pelo Dieese, no Brasil houve cerca de 1,1 milhão de desligamentos e perdas de empregos formais entre março e abril de 2020. O desemprego vem aumentando e batendo a taxa de 12,9%, podendo chegar à ordem de 14,5% ao final do ano, segundo as projeções do Dieese.

O presente ano se mostra extremamente complicado para a classe trabalhadora brasileira, devido à crise mundial do coronavírus. O baque na economia deverá perdurar também no ano que vem. O Dieese prevê um tombo de 6,48% no PIB brasileiro em 2020.

Na reunião, também foi debatido o veto do governo Jair Bolsonaro aos artigos da MP 936/2020, em destaque ao artigo 17, parágrafo IV, que tratava da ultratividade das normas coletivas de trabalho.

O veto retira a garantia de vários trabalhadores que contam com benefícios das convenções coletivas que podem vencer durante o momento da pandemia, o que dificulta um novo acordo nesse momento conturbado.

O veto atinge diretamente a categoria bancária, já que a ultratividade garantia que o acordo antigo prevalecesse até que as negociações terminassem. Agora, a MP volta ao Congresso. Se prevalecer o veto, os direitos dos bancários previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) só valem até 31 de agosto deste ano.

Com o veto, estão ameaçados todos os direitos dos trabalhadores bancários, conquistados em décadas de luta. Nessa situação, todos os direitos e benefícios da Convenção Coletiva caem e os banqueiros terão o poder de não pagar nada além do salário depois de 1º de setembro, data-base da categoria bancária, até assinarem um novo acordo.

Para o diretor do Sindicato e do Dieese, Marco Aurélio Alves, trabalhadores e sindicatos, principalmente da categoria bancária, devem se mobilizar para pressionar o Congresso Nacional pela derrubada do veto. “A ultratividade é fundamental para buscarmos negociações sensatas entre as partes, patrões e empregados, nesse momento pandêmico que estamos passando. Se o veto à ultratividade persistir, os trabalhadores ficarão reféns dos grandes grupos econômicos e de seus interesses escusos, que se uniram para não verem aprovado esse artigo”, afirmou.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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