O Sindicato, representado pelo diretor e empregado da CAIXA, Leonardo Fonseca, participa, no dia 27 de novembro, terça-feira, da primeira reunião do grupo de trabalho do projeto-piloto de segurança bancária. As negociações acontecerão na sede da Fenaban, em São Paulo.

O projeto, a ser implantado na cidade de Recife, conforme indicação feita anteriormente pelos bancos, foi uma das conquistas da Campanha Nacional dos Bancários 2012. Os bancários exigem que a Fenaban amplie o projeto para os municípios de Olinda e Jaboatão. A intenção é que as medidas sejam, posteriormente, implantadas em agências e postos de atendimento de todo o país.

A proposta apresentada foi chamada pela Fenaban de “Programa de Melhorias de Segurança Bancária no Recife”. Dentre os equipamentos previstos, estão portas de segurança com detectores de metais, biombos ou divisórias em frente aos caixas e câmeras internas e externas nas agências.

Os bancos também propuseram a redução das tarifas de transferência (DOC e TED) nos caixas para o mesmo valor cobrado via internet, bem como a diminuição do limite do TED, hoje em R$ 3 mil, para R$ 2 mil e depois de alguns meses para R$ 1 mil.

Os bancários reivindicam também a inclusão de outros itens ao projeto, como o reforço da segurança nas fachadas, com blindagem, e medidas contra sequestros, com o fim da guarda das chaves por bancários.

Para Leonardo Fonseca, “é importante que o grupo avance nas propostas apresentadas inicialmente pela Fenaban. Lutaremos para que as agências sejam mais seguras, com instalação da blindagem, de escudos balísticos para os vigilantes e um sistema de captura de imagens com qualidade superior, para facilitar a identificação de supostos criminosos”.

 

Propostas dos bancários

O movimento sindical apresentou um conjunto de propostas definidas pelo Comando e Coletivo Nacional para avançar no projeto-piloto:

– implantação do projeto-piloto em agências e postos de atendimento bancário;
– porta de segurança com detector de metais antes do autoatendimento;
– câmeras internas e externas com monitoramento em tempo real fora do local controlado;
– vidros blindados nas fachadas externas;
– biombos opacos ente a fila e a bateria de caixas;
– divisórias opacas entre os caixas, inclusive os eletrônicos;
– mais funcionários nos caixas para reduzir as filas e evitar olheiros;
– isenção das tarifas de transferência de recursos (DOC, TED);
– fim da guarda das chaves pelos bancários para evitar sequestros;
– abertura e fechamento das agências e postos por empresas de segurança para combater sequestros;
– presença de vigilantes em toda jornada de trabalho dos bancários;
– guarda-volumes antes da porta de segurança para evitar constrangimento de clientes;
– abastecimento dos caixas eletrônicos no autoatendimento na parte traseira e em local fechado;
– escudo com assento para vigilantes;
– local específico para estacionamento do carro-forte para abastecimento das unidades.

 

Fonte: SEEB-BH com Contraf-CUT

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