Fotos: Alessandro Carvalho

 

O Sindicato participa nesta quinta-feira, 28 de novembro, e nesta sexta-feira, 29, no Hotel Normandy, em Belo Horizonte, do V Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro – Construindo Igualdade. O evento é realizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com apoio da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Ramo Financeiro de Minas Gerais (Fetrafi-MG/CUT), e visa fortalecer o debate sobre o tema e a sua importância no movimento sindical.

O Fórum é voltado para os dirigentes sindicais responsáveis pelas secretarias de políticas sociais dos sindicatos e federações, bem como para as entidades que não possuem esta secretaria, porém debatem no tema.

O Sindicato é representado no evento pela presidenta Eliana Brasil, que participou da abertura do Fórum, e pelos diretores Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca), Marco Aurélio Alves, Maristela Miranda, Sebastião Maria e Wanderlei dos Santos.

Com vistas a fortalecer a discussão sobre o assunto e dada a sua importância em todos os âmbitos da atuação sindical, o V Fórum pela Visibilidade Negra se configura como um espaço importante para a atualização e troca de informações. Da mesma forma, contribui para a preparação dos dirigentes durante os debates, inclusive para as mesas de negociação mantidas junto aos bancos e junto à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Diante de uma conjuntura adversa, é fundamental que as entidades sindicais empreguem seus esforços para ampliar as discussões sobre os desafios e a inserção da população negra no sistema financeiro nacional, assim como em todo o mercado de trabalho.

Para Sebastião Maria (Tiãozinho), diretor do Sindicato, é fundamental a construção de um espaço de discussões sobre a quase invisibilidade dos negros no setor bancário. “O último Censo da Diversidade mostrou que, dos 400 mil bancários brasileiros, somente 24,7% são negros. O sistema financeiro é racista. Na cidade de Salvador, que tem 80% de sua população negra, existem agências bancárias sem negros. Daí a importância do nosso V Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro”, destacou.

Já para Marco Aurélio Alves, que também é diretor do Sindicato, é essencial que o Fórum debata sobre o abismo existente nas carreiras e remunerações de negros e brancos no Sistema Financeiro Nacional. “Negros ganham R$ 1,2 mil a menos que brancos em média no país. Homens brancos ganham 63% a mais do que mulheres negras. A cor da pele é também um dificultador para a ascensão profissional. Os negros são maioria nas funções menos qualificadas, possuem os piores indicadores sociais e os menores índices de escolarização”, explicou.

A presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, ressaltou que as discussões sobre a visibilidade negra e a igualdade de oportunidades são essenciais, principalmente no atual contexto. “Estamos vivendo um período de desmonte de políticas públicas e marcado fortemente por discursos de ódio, que buscam enfraquecer movimentos sociais e a organização dos trabalhadores. Por isso, mais do que nunca, temos que reforçar nossa luta por igualdade, contra o racismo e a discriminação no sistema financeiro e em todos os setores da sociedade”, afirmou.

 

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região com Fetrafi-MG/CUT e Contraf-CUT

 

 

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