Foi realizada nesta terça-feira, 28 de novembro, na 43ª Vara do Trabalho, audiência relativa à ação na qual o Sindicato pleiteia as diferenças relativas ao pagamento a menor de PLR no ano de 2016 para os funcionários do Mercantil do Brasil. O número do processo é 001 1014-21.2017.5.03.0181.

O Sindicato ajuizou a ação na Justiça do Trabalho cobrando o pagamento das diferenças da PLR 2016 para os funcionários e funcionárias do Mercantil do Brasil. A cobrança diz respeito ao aporte feito ao Banco Mercantil de Investimentos (BMI) no ano passado, que pode ter afetado diretamente os valores recebidos pelos funcionários do Mercantil do Brasil.

Em seu balanço de 2016, o Mercantil do Brasil anunciou que obteve lucro de R$ 18 milhões. Atualmente, o banco conta com cerca de 190 postos de atendimento e mais de 2.700 funcionários. Já o Banco Mercantil de Investimentos (BMI) lucrou R$ 13 milhões no mesmo ano, contando com apenas sete funcionários e uma unidade de negócios, o que mostra uma desproporcionalidade colossal entre as duas empresas.

Na audiência, a Juíza acenou sobre a possibilidade de um acordo entre as partes envolvidas na pendência. Entretanto, o Mercantil do Brasil e seus representantes foram categóricos em descartar qualquer tipo de conciliação. Sendo assim, a Juíza do caso informou que a ação será julgada dentro do prazo regulamentar, de aproximadamente 30 dias, e que, na ocasião, as partes envolvidas, Sindicato e Mercantil, serão intimadas para o resultado.

Para Marco Aurélio Alves, funcionário do Mercantil do Brasil e diretor do Sindicato, os resultados apresentados pelas duas empresas, Banco Mercantil do Brasil e Banco Mercantil de Investimentos, são desproporcionais e prejudicaram milhares de trabalhadores. “Enquanto mais de 2.700 funcionários do Mercantil receberam e amargaram valores ínfimos de PLR em 2016, relativos a um lucro de R$ 18 milhões, o BMI, com apenas sete funcionários, obteve lucro de mais de R$ 13 milhões, que poderia ser muito bem equacionado em forma de participação nos lucros e resultados entre todos os trabalhadores da holding Mercantil do Brasil, um verdadeiro absurdo que denunciamos na ação do Sindicato”, observou.

Já Vanderci Antônio da Silva, também funcionário do Mercantil do Brasil e diretor do Sindicato, afirmou que a ação do Sindicato pleiteando as diferenças da PLR 2016 é uma forma de resistência aos mandos e desmandos da empresa sobre a vida dos trabalhadores. “O Mercantil do Brasil fez o aporte no Banco Mercantil Investimentos, contabilmente, de forma legal. Isso o Sindicato não questionou na ação, mas sim que esse aporte milionário impactou negativamente o recebimento de PLR de milhares de bancários, pais e mães de família do Mercantil do Brasil”, concluiu.

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