16/02/2012

 

Nesta quinta feira, 16 de fevereiro,  o Sindicato  promoveu uma paralisação na agência Assembleia do HSBC até as 11 horas para exigir do banco o não desconto do programa próprio PPR/PSV na segunda parcela da PLR relativo ao ano de 2011. O programa tem critérios incompreensíveis e é excludente. Uma das características mais nocivas do PPR/PSV é a Curva de Avaliação Individual, conhecida como CDP.

É por meio dela que o banco define os ganhos de cada bancário no programa, com critérios discriminatórios e que acabam por reduzir ainda mais os valores recebidos. O programa usa como base de cálculo para o montante a ser recebido por cada trabalhador a aplicação de fatores multiplicadores determinados pelo cumprimento das metas.

De acordo com o “desempenho”, pressão e a sobrecarga de trabalho estão acabando com a saúde dos bancários do HSBC. O número de bancários afastados por motivo de saúde é cada vez maior, demonstrando a necessidade de mudança nas práticas do banco. O maior vilão são as metas individuais. O sistema aumenta a competição interna a níveis absurdos, criando um clima péssimo entre colegas e abre espaço para ocorrência de casos de assédio moral. Não bastasse a falta de funcionários, a cada dia aumenta o número de receitas para as doenças psíquicas, como depressão e Síndrome do Pânico, cada vez mais comuns entre os bancários. O movimento sindical cobra a contratação de mais bancários, o fim das metas abusivas e a criação de uma política de prevenção às doenças ocupacionais.

Para o funcionário do banco e diretor do Sindicato Giovanni Alexandrino, o Sindicato já exigiu  nas mesas de negociações da COE-HSBC o pagamento dos dois Programas de Participação nos Lucros ou Resultados separadamente e sem compensação. “O HSBC precisa valorizar mais seus funcionários e mudar a postura que vem praticando com aqueles que são os verdadeiros responsáveis pelos lucros do banco”, afirmou.

 

Já o também funcionário do banco e diretor do Sindicato, Geraldo Rodrigues, ressaltou que a medida unilateral do HSBC mostra o descaso do banco para com os seus trabalhadores. “O  banco precisa valorizar mais os seus funcionários que são os que constroem o seu lucro mesmo trabalhando sob pressão e adoecendo pelo excesso de cobrança de metas abusivas”, enfatizou.

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