Desde o dia 21 de julho, quando o Banco do Brasil decidiu, em uma só canetada, voltar indiscriminadamente com todos os bancários que coabitam com pessoas pertencentes ao grupo de risco, a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB e os sindicatos tentam negociar com o banco. O objetivo é barrar os retornos ou, pelo menos, fazer com que ocorram aos poucos e mediante critérios como, por exemplo, a avaliação médica de cada caso.

“É claro que entendemos a situação dos colegas que estão há meses na linha de frente no atendimento presencial aos clientes, e a necessidade de se ter um reforço nessas unidades. Mas isso não pode se dar sem critério e às custas da saúde dos nossos familiares”, apontou a diretora do Sindicato, Luciana Bagno, que representa os trabalhadores nas negociações com o BB.

Exemplo da falta de critério claro foi a ordem para o retorno ao trabalho presencial nos escritórios digitais. Funcionários que coabitam com pessoas do grupo de risco foram convocados para retornar aos locais de trabalho para fazerem exatamente o que já fazem hoje no home office.

Diante da intransigência por parte do banco, o Sindicato dos Bancários de BH e Região protocolizou, nesta terça-feira, 28 de julho, junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT), um pedido de mediação, na tentativa de conter esse movimento iniciado de forma unilateral pelo Banco do Brasil.

 

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

 

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