O Sindicato reforça a importância da luta pela igualdade racial neste novembro, mês da Consciência Negra. O II Censo da Diversidade, realizado em 2014, comprovou que negras e negros continuam sendo discriminados nos bancos e sofrendo com a carência de políticas afirmativas para garantir igualdade na contratação, na remuneração e na ascensão profissional.

Entre o primeiro e o segundo censos, houve um pequeno crescimento da população negra nos bancos. Considerando pretos e pardos, de 2008 a 2014, a porcentagem passou de 19% para 24,7%. No entanto, essa presença é ainda inferior à participação de pretos e pardos na população brasileira, que é de 51% segundo dados do Censo de 2010 do IBGE.

A diferença de renda média mensal entre negros e brancos também continua acentuada nos bancos. Conforme dados do II Censo, essa diferença foi reduzida de 15,9% para 12,7% entre 2008 e 2014. Entretanto, quando observadas as regiões do país, verifica-se distorção ainda maior nos rendimentos. A diferença chega a atingir 18,8% na região Sudeste.

Quando se compara a remuneração das mulheres negras com a dos homens brancos, as diferenças são ainda maiores. Em média, as mulheres negras recebem 31,8% a menos que os homens brancos. Na região Sudeste, a diferença chega a 38%.

A categoria cobra ações afirmativas de inserção para a população negra. Além de cotas de contratação, a igualdade racial deve ser garantida através de planos de cargos e salários com regras objetivas e transparentes em todas as instituições financeiras, principalmente nos bancos privados.

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