Foto: Arquivo Sindicato

O Sindicato participou, nos dias 26 e 27 de março, do Encontro Regional de Planejamento da CUT ? Região Sudeste. O presidente Cardoso representou a entidade no evento, que ocorreu na Escola Sindical Sete de Outubro, em Belo Horizonte, e reuniu dirigentes de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Nesta quarta-feira, 27, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, esteve presente no evento e os dirigentes reforçaram as reivindicações presentes na pauta entregue à presidenta Dilma Rousseff na 7ª Marcha das Centrais Sindicais a Brasília realizada no dia 6 de março.

O presidente da CUT Nacional, Vagner Freitas, esteve no encontro e pontuou a posição da Central em relação ao ministro. “O que espero do ministro Manoel Dias é o que nossa Central sempre esperou de todos escolhidos pelo governo para comandar o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): que tenha um comportamento democrático, que paute as questões do trabalho dentro do governo e que abra espaço para ouvir os representantes sindicais dos trabalhadores”, explicou.

O documento entregue à presidenta, na marcha do dia 6, trata de importantes demandas da classe trabalhadora: redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, o fim do fator previdenciário, igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, política de valorização dos aposentados, 10% do PIB para a educação, 10% do orçamento da União para a saúde, correção da tabela do Imposto de Renda e ampliação dos investimentos públicos.

Para o presidente do Sindicato, Cardoso, as reivindicações presentes na pauta são históricas. “Esperamos que o governo federal sente à mesa com os trabalhadores para debater nossas demandas e que o ministro Manoel Dias também tenha estas reivindicações como suas bandeiras. Sua presença em nosso Encontro Regional demonstra a força da CUT na luta da classe trabalhadora no Brasil”, afirmou.

O encontro foi realizado com o objetivo de regionalizar o planejamento estratégico da Central e identificar as principais questões de estruturação e funcionamento das Estaduais, definindo prioridades e discutindo formas de promover a integração entre estaduais, escolas sindicais, ramos de atividade e macrossetores.

Nas palestras e debates, foram tratados temas ligados à conjuntura atual do Brasil, como economia, a necessidade de uma reforma política e as políticas públicas do governo federal. Os representantes dos trabalhadores também discutiram a judicialização das relações capital e trabalho, a criminalização dos movimentos sociais, a falta de investimento na saúde, na educação, na segurança pública e em programas sociais.

Durante os debates, os dirigentes reiteraram a necessidade de união da classe trabalhadora contra o modelo de governo que está à frente de Minas Gerais há mais de uma década. Para o presidente do Sindicato, Cardoso, “a política neoliberal implementada pelos tucanos em nosso estado prejudica o povo mineiro. A classe trabalhadora é quem paga o pato pela falta de investimentos em educação e saúde e a precariedade dos serviços prestados à população. Enquanto vemos nos bancos públicos federais uma conquista histórica com a valorização e o aumento no número de postos de trabalho, o BDMG, que tem o objetivo de fomentar o desenvolvimento de Minas Gerais, trabalha com uma política de redução dos quadros. Nesse momento, é fundamental a organização dos trabalhadores e os sindicatos e a CUT têm um papel fundamental para fazermos com que a máscara do ‘choque de gestão’ caia”, afirmou.

Compartilhe: