Os funcionários do Banco do Brasil realizaram na manhã desta sexta-feira, 15 de janeiro, uma manifestação contra o plano de reestruturação que prevê o fechamento de agências e outras unidades, um Plano de Demissões Voluntários (PDV) que tem por meta dispensar 5 mil bancários, além de outras medidas que prejudicam os trabalhadores do banco.

Nada justifica o desmonte do Banco do Brasil, uma instituição sólida e que, de 2016 a 2019, registrou crescimento, em termos nominais, de 122% no lucro líquido.

Enquanto isso, a direção do banco reduziu o quadro de funcionários cada vez mais. De 2016 até o terceiro trimestre de 2020, o número de funcionários caiu de 109.864 para 92.106, uma redução relativa de 16%. No mesmo período, o número de agências foi reduzido de 5.428 para 4.370, uma redução de 19%.

“Estamos na luta em defesa do BB e dos seus funcionários. Não ao desmonte impetrado pelo governo Bolsonaro”, afirmou o funcionário do banco e diretor do banco, Rogerio Tavares.
Para o presidente do Sindicato, Ramon Peres, essa reestruturação é muito ruim para a população e para os funcionários do BB pois tem como objetivo sucatear e preparar a privatização do banco. “Essa reestruturação por si só já seria muito ruim em tempos normais, mas ela é ainda mais desumana neste momento em que estamos vivendo uma pandemia sem precedentes. Nós, do Sindicato juntamente com os bancários do BB não vamos aceitar essas medidas e iremos resistir bravamente na luta em defesa dos trabalhadores e para que o banco continue cumprindo o seu papel de banco público, fundamental para o desenvolvimento do Brasil” destacou.

Fonte: Sindicato dos Bancários de BH e Região

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