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Nesta quarta-feira, 23 de novembro, bancárias e bancários do Bradesco em todo o país realizaram um Dia Nacional de Luta para protestar contra as demissões e o assédio moral cometido nas unidades de trabalho. O Sindicato realizou ato em frente à agência Centro do banco, em Belo Horizonte, e distribuiu informativos para bancários e clientes denunciando o descaso do banco.

Apesar do lucro de R$ 12,7 bilhões nos nove primeiros meses de 2016, foram cortados 4.790 postos de trabalho no mesmo período, deixando clara a falta de reconhecimento do Bradesco para com os trabalhadores que se esforçam diariamente nas agências.

Além disso, aqueles que continuam nas agências sofrem cada vez mais com as pressões e o assédio moral. O banco, além de negar um programa de remuneração variável para compensar seus funcionários, encontra novas formas para pressionar os trabalhadores, como é o caso da Base Prioritária (BP). Apesar de ser destinada a classificar algumas ações e alimentar no AFVD, ela tem sido usada para muitas ações que, para os gestores do Bradesco, se tornaram prioritárias.

Chamada pelos bancários de “Bola Preta”, a última bola do jogo de sinuca, a BP tem sido utilizada para ações como revisão financeira, revisão cadastral, rentabilização, CDC veículo, entre diversas outras. Com isso, os trabalhadores têm vivido em meio a inúmeras atribuições e cobranças sem que haja o devido reconhecimento.

Por este e diversos outros problemas que são frequentes no dia a dia do banco, os trabalhadores exigiram, nesta quarta-feira, 23, que o Bradesco trate com respeito seus funcionários e funcionárias. Os bancários cobram o fim das demissões e do assédio moral, mais contratações de funcionários para acabar com a sobrecarga, mais segurança e melhores condições de trabalho.

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