Nesta quarta-feira, 25 de maio, o Sindicato realizou ato em frente à agência Centro do Bradesco, em Belo Horizonte, para protestar contra as demissões e o assédio moral que segue ocorrendo nas unidades de trabalho. Neste Dia Nacional de Luta em Defesa do Emprego no Bradesco, representantes dos funcionários também se reúnem com a direção do banco, em Osasco (SP), para debater a minuta específica de reivindicações dos trabalhadores.

Mesmo com o lucro líquido bilionário do primeiro trimestre de 2016, que totalizou R$ 4,113 bilhões, o Bradesco continua demitindo e piorando as condições de trabalho e de atendimento nas agências. De janeiro a março deste ano, já foram cortados 1.466 postos de trabalho em todo o Brasil. No acumulado de março de 2015 a março de 2016, a redução foi de 3.581 empregos.

Além disso, houve redução no número de agências. São 152 unidades a menos em março de 2016, na comparação com março de 2015. Os cortes se justificam menos ainda quando se leva em conta que, apenas com a receita de prestação de serviços e tarifas, o banco cobre 137,1% de suas despesas de pessoal.

A situação é grave e tem gerado sobrecarga de trabalho nas unidades, o que leva inclusive ao adoecimento de funcionárias e funcionários. As pressões seguem aumentando para que os trabalhadores cumpram metas abusivas e são constantes as denúncias de assédio moral praticado nas unidades de trabalho do banco. Com isto, fica prejudicada também a qualidade do atendimento prestado à população.

O Sindicato repudia estas práticas abusivas promovidas pelo Bradesco e conta com o apoio de todas e todos na luta em defesa dos trabalhadores, clientes e usuários dos serviços do banco.

O funcionário do Bradesco e diretor do Sindicato Carlos Augusto Vasconcelos (Mosca) afirmou que é necessário que o banco negocie seriamente a pauta específica e avance em questões que são fundamentais para os funcionários. “Exigimos que o Bradesco coloque fim às demissões que vêm ocorrendo nos últimos meses, notadamente de funcionários já aposentados. Não aceitaremos que o setor financeiro, que é o que mais lucra neste país, queira aumentar ainda mais seus lucros às custas do emprego de pais e mães de família”, destacou.

Durante o ato, foi distribuído material informativo aos funcionários e à população para alertar sobre os problemas vividos pelos trabalhadores do banco. Confira aqui a publicação na íntegra.

Reunião com a direção do banco

Na reunião que ocorre em Osasco nesta quarta, 25, entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e a direção do banco, estão em pauta diversas questões ligadas aos funcionários.

Entre elas estão: emprego (fim das demissões e mais contratações); fim do assédio moral e das metas abusivas; implantação do Plano de Carreira, Cargos e Salário (PCCS); Auxílio Educacional; melhorias no plano de saúde; parcelamento do salário de adiantamento de férias; melhorias no vale-cultura; mais segurança para bancários e clientes; garantia de direitos dos funcionários lesionados, que tenham passado por sequestro, afastados do trabalho, e ou, quando do seu retorno, e construção de programa de reabilitação profissional; planos de previdência complementar; programa Treinet no horário de trabalho e sem pressão; igualdade de oportunidades, respeito ao direito de greve; livre acesso de dirigentes sindicais aos locais de trabalho; e reembolso de gastos extraordinários para atividades de trabalho.

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