AtoDireitos_10jun

Foto: Alessandro Carvalho

Nesta sexta-feira, 10 de junho, o Sindicato realizou ato em defesa do emprego e contra o governo interino de Michel Temer. Com viés neoliberal e conservador, o presidente ilegítimo sinaliza para medidas que visam retirar direitos dos trabalhadores, retomar as privatizações e diminuir os investimentos em políticas públicas, indo contra o programa de governo eleito nas urnas.

Além de bancárias e bancários, a mobilização contou com a participação de representantes da Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam), da Central de Movimentos Populares (CMP), da União Metropolitana por Moradia Popular BH e outros movimentos sociais ligados às ocupações urbanas.

Ainda nesta sexta-feira, o Sindicato participa da manifestação que ocorre às 17h na praça Afonso Arinos, em Belo Horizonte, como parte de um Dia Nacional de Luta com protestos em dezenas de cidades brasileiras e do mundo. O ato contará com a presença de representantes de diversos setores da sociedade para dizer não ao atual governo conservador.

Em luta permanente pela garantia do emprego, os bancários denunciam as demissões que vêm ocorrendo em todo o Brasil. Deixando de lado a responsabilidade social, os bancos fecharam 4.553 postos de trabalho somente entre janeiro e abril de 2016, mesmo com os lucros bilionários que continuam obtendo.

Diante das ameaças representadas pelo governo provisório, a população também se une para defender as conquistas e direitos do povo brasileiro. No atual cenário, a CAIXA e o Banco do Brasil, bancos públicos fundamentais para a implantação de políticas sociais e para o desenvolvimento do país, estão em risco.

Entre as medidas do governo interino, estão a reforma da previdência, projetos de lei que visam a privatização de empresas públicas, ataques aos fundos de pensão, o fim do fundo soberano, a abertura do pré-sal e a redução do poder de investimento do BNDES, com devolução de R$ 100 bilhões ao Tesouro Nacional.

AtoDireitos2_10jun

Foto: Alessandro Carvalho

O PLP 268, que tramita em regime de urgência na Câmara com o apoio de Temer, ataca a participação dos trabalhadores na gestão dos fundos de pensão, como a Previ e a Funcef. O projeto entrega a gestão do patrimônio aos agentes de mercado, ditos “independentes”, que votarão os regulamentos dos planos de benefícios, alterando profundamente os direitos dos participantes. O governo ilegítimo aguarda a aprovação do projeto para nomear novos dirigentes para os fundos de pensão já com base na nova lei.

Outra proposta perversa é a de desvincular o piso dos benefícios da previdência do salário mínimo, reduzindo o poder de compra dos aposentados, que poderão receber menos de um salário mínimo por mês.

Temer se uniu aos mais retrógrados setores da sociedade e leva a cabo um projeto de quem não tem compromisso com a classe trabalhadora, não respeita os aposentados, muito menos a população de baixa renda. Este governo golpista sinaliza ataques a importantes programas sociais e, inclusive, já barrou recursos para a construção de moradias pelo Minha Casa Minha Vida.

“O governo interino, que está há apenas um mês no poder, já atua em diversas frentes para retirar direitos de trabalhadores e promover um verdadeiro desmonte do Estado brasileiro. A situação é grave e somente a luta será capaz de impedir retrocessos. Em defesa da CAIXA e do Banco do Brasil, em defesa de todas empresas públicas a serviço do povo brasileiro e em defesa da democracia, estamos em luta contra Michel Temer”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Compartilhe: