Nesta quarta-feira, 27, bancárias e bancários se mobilizam para defender os bancos públicos contra o desmonte promovido pelo governo Temer. O Sindicato realizou ato na Praça Sete, no centro de Belo Horizonte, para conscientizar a população sobre as graves medidas adotadas pelas direções destes bancos, que representam o desmonte do patrimônio dos brasileiros.

Os ataques do governo Temer a instituições históricas como o Banco do Brasil e a CAIXA incluem reestruturações e programas de desligamento voluntário que vêm atacando direitos e reduzindo o número de trabalhadores nestes bancos. Com isso, ficam prejudicados o atendimento à população e importantes programas sociais.

Na CAIXA, o desmonte já afetou o Minha Casa Minha Vida, com a redução do teto de financiamentos, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teve seu orçamento reduzido em 45%, assim como o Bolsa Família.

O governo Temer pretende, também, privatizar a Lotex (loteria instantânea), que atualmente direciona seus recursos para projetos voltados à sociedade, e sinaliza para a entrega da gestão do FGTS aos bancos privados.

No Banco do Brasil, a última reestruturação fechou quase 800 agências em todo o Brasil, sendo 400 extintas e o restante transformado em postos de atendimento, sem autonomia. O número de funcionários também foi reduzido em 9,4 mil, o que se reflete diretamente na piora do atendimento à população.

Com isso, o papel do BB de agente de transformação fica gravemente comprometido. A ameaça de privatização do banco coloca em risco importantes programas como o Fies, Pronaf, Proger e MPO (Microcrédito Produtivo Orientado), essenciais para o desenvolvimento do país.

“Como já havíamos alertado, o governo Temer vem colocando em prática uma política de desmonte que beneficia apenas bancos privados e grandes empresários, ameaçando direitos, destruindo conquistas históricas e prejudicando a população para garantir lucros aos financiadores do golpe. Nossa luta diária é para impedir que trabalhadoras e trabalhadores brasileiros paguem a conta da crise e para garantir o desenvolvimento do Brasil com justiça e igualdade social”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Anulação da Reforma Trabalhista

Durante o ato desta quarta-feira, o Sindicato também coletou assinaturas para o abaixo-assinado da Campanha Pela Anulação da Reforma Trabalhista, realizada em todo o país pela CUT, sindicatos e movimentos sociais.

O objetivo é chegar a 1,3 milhão de assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que propõe a revogação da nova legislação que destrói direitos dos trabalhadores.

Confira mais imagens do ato:

 

 

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