Para defender os bancos públicos contra o desmonte e a privatização, o Sindicato realizou mais um ato nesta quarta-feira, 18 de outubro, no centro de Belo Horizonte. A mobilização ocorreu em frente à agência Tupinambás da CAIXA e os trabalhadores denunciaram os ataques do governo Temer contra o patrimônio do povo.

Em todo o país, os atos da categoria nesta quarta-feira têm foco no combate ao desmonte da CAIXA e às ameaças de privatização do banco, assim como na defesa dos participantes da Funcef.

A defesa dos bancos públicos é uma das resoluções da 19ª Conferência Nacional dos Bancários, tiradas como prioridade da categoria. Além das atividades nas ruas e agências bancárias, realizadas às quartas-feiras, o movimento sindical tem buscado conversar com parlamentares sobre a importância desta luta. No Congresso Nacional, por exemplo, já foi criada uma Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos.

“Com atos semanais, estamos chamando a atenção da população para as graves ameaças do governo ilegítimo contra nossos bancos públicos. O desmonte e a possível privatização de instituições históricas como a CAIXA e o Banco do Brasil representam mais um golpe contra o Brasil e trarão prejuízos a toda a população. Não aceitaremos que Temer destrua os bancos públicos, que são fundamentais para o desenvolvimento do país e para garantir inclusão à população mais pobre”, afirmou a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil.

Desmonte da CAIXA

A mobilização de empregados e de toda a sociedade é fundamental para defender a CAIXA 100% pública como a principal agente para a execução de políticas sociais no Brasil. Além do Bolsa Família e do Minha Casa Minha Vida, a CAIXA é responsável por diversos programas de governo destinados à população mais pobre e a estimular a economia, assim como pela gestão do FGTS.

As ameaças promovidas pelo governo Temer contra o banco são cada vez mais claras e vão desde a diminuição do número de empregados até ameaças de fatiamento e privatização.

No dia 6 de outubro, por exemplo, o jornal Valor Econômico informou que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente da CAIXA, Gilberto Occhi, discutiram o novo estatuto do banco. Apesar do argumento de melhorar a governança, o objetivo real é transformar o banco em uma Sociedade Anônima (SA), o que abre espaço para a abertura de capital.

Já no dia 9 de outubro, o Relatório Reservado, conhecida newsletter de negócios e finanças do país, noticiou: o governo pretende atrair bancos estrangeiros para participar da privatização da instituição.

“A decisão de venda da CEF será anunciada em pronunciamento do presidente Michel Temer no final do ano”, garantiu a publicação. Segundo o texto, a operação é vista como uma das raras capazes de gerar os recursos para o equilíbrio das contas públicas.

Funcef

A Funcef é o terceiro maior fundo de pensão do país e chega aos 40 anos de atividade com cerca de R$ 60 bilhões em recursos administrados. Isso equivalente a quase 1% do PIB brasileiro de 2016. Por isso, é essencial que os empregados se mobilizem para defender este patrimônio.

Durante o ato desta quarta-feira, o Sindicato distribuiu um boletim que trata de problemas na gestão do fundo, que geram déficit e trazem prejuízos aos empregados. Um exemplo é o “contencioso”. Há 20 anos, a CAIXA joga nas costas dos participantes da Funcef o pagamento das dívidas trabalhistas do banco. Com a campanha “Contencioso: essa dívida é da Caixa”, o movimento sindical alerta sobre essa arbitrariedade do banco e exige a reparação dos prejuízos aos participantes.

O boletim também chama a atenção para o Projeto de Lei Completar PLP 268/2016, que tramita na Câmara dos Deputados em regime de urgência. Com a desculpa de aprimorar os dispositivos de governança das entidades de previdência complementar das empresas e órgãos públicos, o projeto pretende alterar a Lei Complementar 108/2001 e substituir a representação dos trabalhadores na gestão dos fundos por gestores de mercado.

Acesso o material na íntegra aqui.

Confira mais imagens do ato desta quarta-feira,18:


 

 

 

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