Fotos: Alessandro Carvalho

Bancárias e bancários da base do Sindicato realizaram nesta segunda-feira, 20 de outubro, novo ato em defesa do Banco do Brasil em frente ao prédio do banco na rua Guarani, esquina com Tamoios, no centro da capital. O ato contou com adesão de funcionárias e funcionários do BB e com a participação do deputado estadual reeleito André Quintão (PT) e da CUT-MG.

Durante o ato, os participantes ressaltaram que, sem o aumento da oferta de crédito do BB para a agropecuária, a agricultura familiar, para empresas e consumidores, o Brasil não teria saído da crise de 2008 muito mais rápido que qualquer outro país do mundo.

A presidenta do Sindicato ressaltou a importância de ir às ruas para alertar a população. “Fomos questionados sobre um vídeo divulgado pelo candidato Aécio Neves em que se dirige aos bancários prometendo o fortalecimento e valorização dos bancos públicos, o que não é verdade quando olhamos para a forma de governar de seu partido. O candidato utiliza também o discurso da ‘profissionalização’, já utilizado por Mário Covas, do PSDB, na década de 1990, antes de entregarem o Banespa para a iniciativa privada”, denunciou.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que é desenvolvido pelo banco, oferece crédito ao agricultor familiar e tem como objetivo fortalecer suas atividades, integrando-o à cadeia do agronegócio e aumentando sua renda. Nos últimos 12 anos, o programa chegou a todo o Brasil e teve seu volume de crédito multiplicado em mais de dez vezes, saltando de R$ 2,2 bilhões em 2002/2003 para R$ 24,1 bilhões em 2014/2015.

A categoria bancária em todo o Brasil se mobiliza para mostrar à população o risco representado pelo já nomeado ministro da Fazenda do candidato Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga. Em entrevista ao Instituto Liberal em 2013, Armínio, que é ex-presidente do Banco Central, defende a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira, chegando a dizer que em relação aos bancos públicos não sabe bem “o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”.

Compartilhe: