Fotos: Alessandro Carvalho

Em defesa dos bancos públicos, o Sindicato mais uma vez foi às ruas nesta quarta-feira, 22, para mostrar sua importância à população e alertar sobre os riscos e consequências de seu desmonte, que seria um retrocesso para o país. O ato foi realizado em frente à agência do Banco do Brasil na rua Rio de Janeiro, 750, no centro de Belo Horizonte.

É preocupante que o já nomeado ministro da Fazenda do candidato Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, tenha defendido, em palestra ao Instituto Liberal, em 2013, a redução do papel dos bancos públicos na economia brasileira, chegando a dizer que não sabe bem “o que vai sobrar no final da linha, talvez não muito”. Esta política de desmonte e privatização já foi vivida pelos brasileiros, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que também teve como braço direito Armínio Fraga, e trouxe inúmeros prejuízos para o país.

Desde 2003, após o período FHC, os bancos públicos vêm se fortalecendo como importantes instrumentos para o desenvolvimento do Brasil e, com a crise internacional de 2008, eles ganharam ainda mais participação de mercado após a retração dos bancos privados. Hoje, mais da metade do crédito existente no país é de origem estatal e estes bancos são fundamentais para o financiamento de grandes obras e na execução de políticas públicas de distribuição de renda e inclusão social.

Sem o financiamento da CAIXA, por exemplo, o Brasil não estaria realizando o “Minha Casa, Minha Vida”, que é o maior programa de construção de moradias de toda a sua história, com 1,7 milhão de unidades já entregues. O banco também é responsável pela execução do Bolsa Família, que beneficia cerca de 50 milhões de brasileiros na superação da pobreza e da miséria. Além disso, com o programa Saneamento para Todos, a CAIXA promove melhoria das condições de saúde e da qualidade de vida da população, financiando empreendimentos públicos e privados.

Já o Banco do Brasil é responsável pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que oferece crédito ao agricultor familiar e tem como objetivo fortalecer suas atividades, integrando-o à cadeia do agronegócio e aumentando sua renda. Nos últimos 12 anos, o programa chegou a todo o Brasil e teve seu volume de crédito multiplicado em mais de dez vezes, saltando de R$ 2,2 bilhões em 2002/2003 para R$ 24,1 bilhões em 2014/2015.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por sua vez, também desempenha papel fundamental no crescimento do país, financiando a modernização de estradas, portos, aeroportos, a retomada da construção de ferrovias, obras de metrô e corredores de ônibus, usinas hidrelétricas e eólicas, entre outras. Em 2002, o crédito concedido pelo banco ficava em torno de R$ 38 bilhões. Hoje, ele subiu para R$ 190 bilhões, beneficiando todo o Brasil.

Para a presidenta do Sindicato, Eliana Brasil, é hora de defendermos este patrimônio do povo brasileiro contra o retrocesso. “Não podemos aceitar que os bancos públicos sofram com políticas neoliberais que só beneficiam banqueiros e os mais ricos. Tivemos, nos últimos 12 anos, grandes avanços e queremos ainda mais. Queremos avançar no fortalecimento da CAIXA, do Banco do Brasil e do BNDES e de seu importante papel no desenvolvimento social e econômico do Brasil”, afirmou.

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