No dia 3 de junho, bancárias e bancários de duas agências do Itaú em Sete Lagoas, na base do Sindicato, paralisaram suas atividades durante todo o dia em protesto contra o encerramento da agência 6904-Emilio Vasconcelos. O fechamento de unidades de trabalho do Itaú, que ocorre em Belo Horizonte, tem ocorrido também no interior de Minas Gerais.

O município de Sete Lagoas, que tem mais de 230 mil habitantes, conta hoje com apenas quatro agências do Itaú. O Sindicato repudia a intenção do banco de fechar uma das principais, localizada no centro da cidade. O Itaú pretende ainda fechar, nos próximos dias, a única agência do município de Prudente de Morais, a 12 quilômetros dali.

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O encerramento de agências prejudica os clientes e traz grandes transtornos também aos aposentados, que sequer foram informados sobre a transferência de seus benefícios para outra agência.

Além disso, desde a comunicação dos encerramentos, funcionárias e funcionários sequer tiveram garantidas suas realocações em outras unidades. A incerteza tem gerado grande apreensão nos trabalhadores.

No dia 3 de junho, o Sindicato permaneceu nas agências até o encerramento do expediente e deixou claro que, se os funcionários não forem realocados, voltará a paralisar as atividades.

Para o diretor do Sindicato responsável pela regional de Sete Lagoas, Geraldo Rodrigues, o encerramento de agências pelo Itaú é uma estratégia errada e covarde do banco. “O Itaú chegou ao topo do ranking de grandes bancos privados, pela confiança da população e pelo empenho dos funcionários. Além disso, os lucros recordes obtidos, ano após ano, deixam claro que não há motivo para fechar unidades e cortar postos de trabalho. Agora, num momento de crise econômica, o Itaú, mesmo sem ter sido afetado, promove ainda mais desemprego através do encerramento de suas unidades. O Sindicato continuará defendendo o emprego e fiscalizará diariamente se o banco estará contribuindo com o desemprego no país”, finaliza.

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