O Sindicato dos Bancários de BH e Região foi surpreendido, no dia 17 de maio, com mais uma ação autoritária do Santander que ataca o direito de livre organização dos trabalhadores.

Em uma prática antissindical, o banco entrou na Justiça com um interdito proibitório, instrumento utilizado pela ditadura militar, para impedir o Sindicato de atuar aos sábados diante da decisão, imposta pelo Santander, de abrir agências nos finais de semana.

Como se sabe, o banco está abrindo unidades aos sábados, em todo o país, com a justificativa de oferecer educação financeira à população. Bancárias e bancários foram convidados a aderir ao “trabalho voluntário”, sem qualquer remuneração, em um dia de descanso garantido pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Com essa atitude do banco, a realidade nas agências hoje é de trabalhadores receosos em não aderir ao trabalho dito “voluntário”, pois temem o desprestígio com seus superiores em caso de recusa. Além disso, o trabalho de orientação financeira feito pelos bancários, dentro da estrutura do próprio banco, acaba por representar publicidade para o Santander e estímulo para que as pessoas adquiram produtos da instituição financeira.

O banco se utiliza, ainda, do discurso de educar a população, mas cobra juros e tarifas extorsivos dos clientes, contribuindo para agravar o endividamento no país. Diante disso, o Sindicato ressalta que sempre esteve aberto ao diálogo, seja em questões locais da base de BH e região ou na mesa específica nacional. O Santander, porém, impôs a abertura aos sábados sem qualquer negociação com os trabalhadores e, agora, se utiliza de um instrumento autoritário, como o interdito proibitório, na tentativa de calar a categoria.

 

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