Charge: Rafael Guimarães

 

O Sindicato dos Bancários de BH e Região repudia veementemente a atitude do técnico da seleção brasileira de futebol, Luiz Felipe Scolari, quando insinua que bancários do Banco do Brasil não sofrem pressão, demonstrando total desconhecimento sobre a realidade do dia a dia do trabalhador bancário.

A fala do técnico Felipão coincide justamente com o momento em que os bancários do Banco do Brasil realizam protestos contra o assédio moral, a pressão por metas abusivas e o consequente adoecimento de funcionários.

Para Wagner Nascimento, funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato, só mesmo quem desconhece o banco e ficou tanto tempo fora do país poderia imaginar que o serviço acontece em situação de tranquilidade. “A pressão por metas e o assédio são tão grandes, que denúncias chegam diariamente ao Sindicato, o que nos leva a reuniões com os gestores, com a diretoria do banco e até ao acionamento de órgãos fiscalizadores com frequência”, afirmou.

O presidente do Sindicato, Cardoso, também lamentou a atitude de Felipão. “Agora compreendo porque o time do Palmeiras caiu… O técnico Felipão demonstrou total desconhecimento e desrespeito aos bancários do Banco do Brasil. É inadmissível que um técnico da seleção brasileira de futebol desconheça a realidade do seu país e as pressões que a classe trabalhadora sofre por parte dos capitalistas. Fico triste, O Brasil sediará a Copa e teremos um técnico assediador, Coitados dos nossos jogadores”, afirmou.

As manifestações contra o assédio moral no Banco do Brasil continuarão, em Belo Horizonte, nesta sexta feira, 30 de novembro.

 

Veja matéria sobre manifestação do Sindicato contra o assédio moral no Banco do Brasil.

Veja a nota de repúdio da Contraf-CUT contra a declaração de Luiz Felipe Scolari.

 

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